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Situação nociva

Magistrados de Alagoas e Roraima são os mais ameaçados, afirma CNJ

Os magistrados mais ameaçados do país estão em Alagoas e Roraima. A proporção de magistrados que já estiveram sob ameaça em Alagoas é de 47 para cada mil. Em Roraima, o número é de 43 a cada mil. Os dados são do relatório Diagnóstico da Segurança Institucional do Poder Judiciário, feito em 2017.

Além de Alagoas e Roraima, outros sete estados registraram uma proporção maior de juízes ameaçados do que a média nacional, que é de seis para cada mil. São eles: Tocantins (27 por mil), Rondônia (24 por mil), Acre (20 por mil), Pará (19 por mil), Amazonas (17 por mil), Paraná e Rio de Janeiro (ambos com 13 por mil).

Números absolutos
Os dados estaduais foram apresentados pelo CNJ de forma proporcional. Em números absolutos, a pesquisa identificou 110 membros da magistratura sob ameaça no país em 2017. Em 97% dos casos, o desempenho profissional dos juízes tem relação com a ameaça. 

A maior parte dos ameaçados pertence à Justiça estadual (97 magistrados) e quase todos (95%) trabalham em alguma vara da primeira instância. Apenas 5% deles são desembargadores. A distribuição segundo o sexo segue a proporção da magistratura, sendo 64% são do sexo masculino e 36% do sexo feminino.

O Rio de Janeiro, por ser um dos estados com maior número absoluto de juízes na ativa, tem também o maior número de registros, 19 no total. Na sequência estão Paraná (17), Alagoas (12) e Bahia (11). Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Clique aqui para ler o relatório.

Revista Consultor Jurídico, 12 de setembro de 2018, 15h40

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