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A maior inimiga da liberdade de expressão no país é a legislação eleitoral

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Comentários de leitores

5 comentários

Concordo! Todavia...

Neli (Procurador do Município)

Concordo! Todavia, se foi o próprio Congresso quem elaborou a norma!
A r. decisão da Juíza Eleitoral do Rio está correta: prédio público, pelo princípio da Impessoalidade, não pode ser lugar para cartazes para campanha A ou B.
Diferentemente de um professor doutrinando seus alunos numa Universidade.
Aí, fere um princípio ético, da parte dele, mas, seria uma "liberdade de cátedra”.
Pode ser imoral (sem ética), pela parte de quem recebe salários pagos pelos contribuintes, mas, é a liberdade de cátedra.
Outro ponto estapafúrdio ,da República das Jabuticabas, é não poder prender, a não ser em flagrante delito, um eleitor.
E mesmo que tenha cometido um crime que repulsa toda a sociedade ficará livre no período. Essa norma estapafúrdia vigora desde 1965.
Outra norma estapafúrdia é o Fundo Partidário que vigora desde 1965.Num país tão carente quanto o Brasil gastar bilhões com partidos políticos.
E nisso, a Augusta Corte tem culpa! Apreciando um escoteiro artigo Constitucional julgou há uns tempos contra a Cláusula de Barreira. E os milhões desperdiçados com partidos que nada acrescentaram ao processo democrático?
Programa eleitoral gratuito fora de época eleitoral?
Constitui outra aberração. O dinheiro aí desperdiçado (não cobrança de impostos das televisões e rádios) constitui um escárnio num país paupérrimo.
E por fim, TSE! Não consigo entender a existência desse tribunal.
E a inflação de políticos?
Tem que reduzir o número de deputados federais, estaduais, distritais, de vereadores e de senador.
(EUA 435 deputados federais e 2 senadores.)
Democracia não se faz com inflação de políticos.
O Brasil precisa de políticos estadistas para compreender que democracia não se faz com desperdiço de dinheiro público.
Data vênia.

Estou de acordo com as medidas

Antonio Maria Denofrio (Advogado Autônomo - Civil)

Em primeiro lugar, sr. Mauricio, quem elocubrou toda essa parafernália de leis que o sr. menciona foram os senhores congressistas e porque? Porque isso favorecia quem estava no poder. Eu pergunto: durante essas votações o sr. se lembrou de criticar a atitude deles? Se o sr. criticou, ótimo, senão o sr. foi omisso.
Quanto as universidades só uma questão: porque só agora, exatamente a uma semana da eleição, essas universidades resolvem discutir fascismo e outros quejandos? Ora, pelo amor de Deus, só um inocente não percebe que isso é um movimento orquestrado em prejuízo do candidato que está em primeiro lugar nas pesquisas. E mais. Será que se o petista estivesse na frente essas universidades estariam discutindo essas questões? Perdoe, meu amigo, mais ouso discordar do senhor e de todos os que estão criticando as medidas tomadas pelas autoridades eleitorais. Agora, estou de acordo com voce numa coisa: que se libere então tudo, menos os excessos, aí sim, tudo bem.

A ditadura da urna eletrônica

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Jornalista Maurício Cardoso, o seu artigo é brilhante, mas eu peço vênia para discordar de alguns aspectos citados, pois somos da mesma geração e também vivenciei os tempos do regime militar. Naqueles tempos,vigia a censura política e, talvez, esse tenha sido o maior erro dos militares que influenciavam o Poder político. Se soubéssemos de todas as atividades subversivas com isenção, com detalhes e nomes das pessoas envolvidas, seguramente não teríamos acreditado em suas boas intenções "democráticas" e "republicanas". Seguramente, se, naqueles tempos e na década seguinte, eu tivesse conhecimento de tudo o que fizeram os "perseguidos políticos" e, principalmente, o que estavam fazendo durante a "redemocratização" que nos levou ao "mensalão" e ao "petrolão", se soubesse de tudo o que a imprensa "livre" desses tempos ditos "democráticos" ocultou deliberadamente do Povo brasileiro, seguramente, eu não teria votado cinco vezes em Lula para a Presidência da República. Seguramente, eu não teria votado em Dilma e muito menos naquele impostor que se "evadiu" assim que o barco começou a naufragar, Aloisio Mercadante (Vada a bordo, cazzo !). Concordo com o senhor quando diz que não há nada mais autoritário do que essa legislação eleitoral que aí está, embora discorde de alguns pontos mencionados por V.Sa. O problema central é a urna eletrônica. A soberania popular precisa ser auditada, fiscalizada, provada, materializada. A urna eletrônica é a grande fraude.

Legitimação

Lógica Cartesiana (Outros)

A reconhecida liderança do "capitão-presidente" está legitimando uma guinada das forças políticas da nação. Até o Império Romano mudou seu sistema após sua derrocada. Aqui no Brasil, a história se repete. Após um longo e tenebroso inverso petista - despiciendo justificar - a população quer uma guinada radical. Não dá para entender esse remado na contra-mão do momento político atual, com nostálgicas analogias com o período autoritário (que também esgotou-se em si mesmo). Nada parece que voltaremos ao passado recente, nem de direita nem de esquerda. Só falta aos contrariados perceberem isto logo, e virar de uma vez esta página negra do país - despiciendo justificar - que levou-nos ao caos nos últimos 13 anos.

Lucidez em momentos de insensatez!

KRocha (Funcionário público)

Esse artigo é um dos mais lúcidos que já li em toda essa campanha política.
Ora, que podem fazer os juízes eleitorais SENÃO FAZER CUMPRIR A LEI? É lícito aceitar que se cometam CRIMES ELEITORAIS EM ORGÃOS PÚBLICOS, SABIDAMENTE VEDADOS PELA LEI ELEITORAL, sob a falácia de que os ditos CRIMES seriam apenas "liberdade de expressão"?
É notório que os interiores das universidades há muito se transformaram em território PROIBIDO À QUEM NÃO SEJA IDEOLOGICAMENTE DE ESQUERDA. Os exemplos são aos milhares, de agressões, cerceamento e intimidações àos que tentam opinar ou questionar CONTRA A ESQUERDA. Como exemplo mais límpido tivemos a INTIMIDAÇÃO FÍSICA de universitários de esquerda que IMPEDIRAM COM O USO DA VIOLÊNCIA da exibição de um documentário sobre a vida do filósofo Olavo de Carvalho.
Os operadores do Direito precisam se decidir: OU TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI OU ENTÃO NÃO SE ESTÁ SOB UM ESTADO DEMOCRÁTICO E DE DIREITO! O que não dá é para RELATIVIZAR a norma legal.

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