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Erro do eleitor

115 mil anularam voto no RS ao votar para presidente no campo de governador

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No primeiro turno das eleições, 115 mil gaúchos anularam o voto para governador ao apertarem 17, número do presidenciável Jair Bolsonaro, quando o PSL não tinha candidato ao cargo no Rio Grande do Sul. 

O dado confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado complementa a informação de que não houve fraude em nenhuma urna que passou por auditoria, como alegaram alguns eleitores após supostos problemas com as urnas. Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo também passaram por auditorias após denúncias e não constataram irregularidades.

O procurador da República João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, membro auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral, usou sua conta no Twitter para comentar o caso. Ele ressaltou que apesar das pessoas atribuírem o suposto problema a fraudes, o que realmente aconteceu é que as elas não souberam usar a urna na hora de votar, desconhecendo a ordem dos candidatos. 

"Mesmo diante de inúmeras explicações racionais, ainda há uma grande massa de pessoas que insiste em atribuir os problemas a fraudes, de forma absolutamente irracional, fomentando teorias da conspiração e propagando fake news”, escreveu João Paulo Lordelo. 

Em postagens, algumas pessoas comentaram que trabalharam nas eleições e passaram pro problemas parecidos. Há relato de eleitor que ameaçou processar "todo mundo", mas estava tentando votar apertando na tela, como se fosse touch-screen, além de comentários de mesários que constataram sempre o mesmo erro diante das reclamações e insinuações de fraudes porque a foto do candidato não aparecia: erro no número ou na ordem dos cargos. 

"A histeria coletiva do primeiro turno só revela o quanto ainda somos, nós brasileiros, propensos à desinformação. A ausência de pensamento crítico (trocado pela irracionalidade, pelas paixões), é algo absolutamente assustador", comentou o procurador. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 24 de outubro de 2018, 19h26

Comentários de leitores

2 comentários

Tudo começa com a má escolha de mesários

Juiz de Direito Luiz Guilherme Marques (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

Em 1988 procedi da seguinte forma: escolhi todos os mesários da minha Comarca (Bicas - MG) de tal forma que, se algum partido não concordasse com algum nome sugerido, esse seria recusado, e, assim, os mesários foram escolhidos como pessoas acima de qualquer suspeita. Atualmente, dos 1.900 mesários de Minas Gerais, 80% são voluntários, facilmente deduzível que muitos são infiltrados por partidos políticos. Assim, com 3 mesários no 2º turno em cada Seção, a facilidade para os próprios mesários fraudarem (ou algum) é muito maior do que no 1º turno. Lido com eleições desde 1982 (6 anos no MP e 31 na Magistratura mineira) e sei o que estou falando: há mesários corruptos. Não sei qual sua porcentagem. E, quanto aos 14.000 técnicos treinados pela empresa venezuelana Smarticmatic em 2014, digo que não se pode confiar em todos eles. O número de fraudes será maior agora do que no 1º turno. A Justiça Eleitoral está ignorando que hackers americanos afirmaram que as urnas americanas são fraudáveis. As nossas não o são? Todos os nossos mesários são honestos e não irão votar em lugar de eleitores que não comparecerem? Falo com a voz da experiência de 36 anos a serviço do povo. Acredite quem tiver vontade de saber a verdade.

Êta povinho ignorante, sô!!!

ubira39 (Outros)

Leiam a profecia publicada nesta revista dia 14 de outubro:
""Urnas eletrônicas - Só ignorância explica boatos sobre fraudes, diz juíza eleitoral"".

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