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Desordem Informativa

PF divulga balanço de investigações eleitorais, e TSE defende urna eletrônica

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A desinformação que visa o descrédito há de ser combatida com informação transparente. Não há fraudes nas urnas eletrônicas há 22 anos. Assim se posicionou a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, em coletiva realizada neste domingo (21/10), em Brasília.

A presidente da Corte Eleitoral afirmou que a justiça eleitoral não tem partido. “A justiça eleitoral não é espectadora nem.parte interessada. A justiça eleitoral tem posição institucional isenta e não combate boatos com boatos e sim com ações judiciais”, disse.

Em relação às denúncias de fraude nas urnas, a ministra destacou que elas não possuem base empírica e pediu confiança na justiça eleitoral “São resultados impactantes sem compromisso com a verdade. O sistema eletrônico é auditável e qualquer fraude deixaria digitais. Confiem na Justiça Eleitoral, que é a melhor arma do eleitor e um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro”, disse.

Ordem Pública
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, apresentou um balanço das eleições. Até este domingo,  no âmbito da Polícia Federal, foram lavrados 245 termos circunstanciados, 469 inquéritos, 266 pessoas foram apreendidos por propaganda ilegal, propagação de Informação falsa e compra de votos.

O ministro também apresentou 14 casos selecionados que tiveram grande repercussão, como o eleitor que votou com um simulacro de arma de fogo. “Essa pessoa foi investigada e já foi indiciada. Em sete dias, outros casos de incitação ao estupro, fraude em urna e ameaças à presidente da Corte também já foram identificados e indiciados. Não há anonimato para a Polícia Federal e quem decide é a Justiça Federal”, disse.

Em relação à suposta denúncia de caixa 2 contra o candidato  à Presidência da República, Jair Bolsonaro, o ministro informou que investigação foi instaurada pela Polícia Federal para apurar o uso de envio em massa de mensagens ofensivas a candidatos à Presidência da República vai transcorrer em sigilo. "O inquérito está aberto, mas por determinação do presidente está decretado o sigilo dos autos", disse.

Desordem Informativa
O vice-procurador do Ministério Público Federal, Humberto Jacques, chamou os episódios de supostas fraudes de “desordem informativa”. “Em uma democracia, todos querem saber versões e fatos. A urna é fidedigna e não há nada que possa preocupar o cidadão comum. Não é mais mostrar a verdade, agora é responsabilizar pessoas”, disse.

O representante do MPF ainda destacou que em todas as urnas havia um lacre com a assinatura do MPF e nenhuma teve o lacre violado. “No dia da eleição no primeiro turno, houve uma auditoria em cada estado em tempo real. As urnas foram sorteadas aleatoriamente e nenhum problema de fraude foi constatado”, disse.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2018, 16h49

Comentários de leitores

3 comentários

povo falso

Gustavo.OliveiraLima (Técnico de Informática)

No dia que deixar quem quiser filmar o próprio voto, e implantar o voto impresso passo a acreditar um pouco no TSE. A outra, podia implantar um monitor ao lado da urna passando o código fonte em execução em tempo real, existem muitos programadores pelo Brasil.

Novíssimo dogma das urnas

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Realmente. Depois de um ‘sistema de saúde’ que chegou ‘à beira da perfeição’, temos agora urnas eletrônicas, diga-se de passagem ‘made in Venezuela’, imunes à fraude.
E, viva a soberania popular ...

Falhas da justiça eleitoral

Juiz de Direito Luiz Guilherme Marques (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

A ministra Rosa Weber, presidente do TSE, é honesta, mas nunca foi juíza eleitoral, não tendo vivência da área eleitoral na sua carreira como juíza, pois é egressa da Justiça Federal, sendo que somente os juízes estaduais têm vivência nessa área (eleitoral). Sou juiz de direito há 31 anos e, antes, fui promotor de justiça por quase 6 anos, vivenciando a área eleitoral desde 1982. Há fraudes, sim, a começar pelo fato dos funcionários de Cartórios Eleitorais escolherem mesários nem sempre honestos e isentos, os quais podem fraudar, se assim o quiserem, como já aconteceu muitas vezes. Outro erro da Justiça Eleitoral é ter selecionado a Smartmatic, que é uma empresa venezuelana, que treinou 14 mil técnicos, não se podendo garantir a honestidade desses técnicos. Isso é a verdade: de fraude em fraude, fora do conhecimento dos juízes e Tribunais Eleitorais, o resultado das eleições pode ser o inverso daquilo que os eleitores pretenderam através do voto. Falo com a voz da experiência e não de teorizações. Assino: Luiz Guilherme Marques, juiz de direito da 2a. Vara Cível de Juiz de Fora - MG.

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