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Haddad pede para ser entrevistado caso Bolsonaro recuse debater no SBT

O candidato Fernando Haddad (PT) notificou o canal SBT nesta terça-feira (16/10) para que seja entrevistado caso seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), não compareça ao debate organizado pela emissora. O debate está marcado para esta quarta-feira (17/10), e Bolsonaro tem avisado que não pretende ir a esses eventos, até como estratégia política para o segundo turno.

Na intimação, Haddad argumenta que o candidato do PSL indicou que não iria aos debates, mas confirmou entrevista exclusiva hoje. 

"Bolsonaro só aceita falar sozinho, prefere se esconder nas redes sociais a debater frente a frente com Haddad", argumentam. “A eventual ausência de Bolsonaro ocorrerá por mera liberalidade e suposta estratégia política”, afirma o documento, assinado pelos advogados do escritório Aragão e Ferraro Advogados.

Além disso, Haddad afirma que, por se tratar de debate de segundo turno, ainda que Bolsonaro não compareça à emissora, "é plenamentte possível que a oportunidade seja destinada à realização de entrevistas com o candidato Fernando Haddad".

Clique aqui para ler a notificação.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2018, 19h25

Comentários de leitores

4 comentários

Verdade seja dita

Eududu (Advogado Autônomo)

Quem acompanha o candidato Bolsonaro há mais tempo sabe que é o político que mais buscou se expressar nos últimos anos. Mas a grande mídia sempre tentou fingir que ele não existia. Ele dava entrevista e participava de programas de debates sempre que era solicitado, mesmo quando o ambiente lhe era hostil, quando era atacado, como ocorreu nos programas da Luciana Gimenes na RedeTV e na Jovem Pan na entrevista com o Marco Vila. Foi essa atitude, corajosa e verdadeira, que gerou tantas frases tiradas de contexto por seus detratores.

É o político que mais expressou suas posições políticas nos últimos tempos (inclusive no plenário da Câmara). Basta ver na internet e nas redes sociais.

É também o único candidato que esteve andando por todo o país levando suas propostas e expondo sua candidatura. Nunca fugiu do contato direto com o povo.

Foi por tudo isso que ele se tornou conhecido sem precisar da imprensa tradicional. E, por isso, quem só se informa pela grande mídia tradicional, realmente não pode conhecer muito sobre o candidato.

Mas as informações estão aí para quem quiser se informar (e para quem não é dependente da imprensa tradicional).

Ademais, quando Bolsonaro compareceu nos debates, quem o atacava e dizia que iria confrontá-lo, como o Ciro e o próprio Haddad, se borraram de medo do Bolsonaro, fugiram do embate com ele. Depois que ele levou uma facada, todos viraram os valentões que queriam Bolsonaro no debate.

E não venham fingir que uma facada não é nada. E nem que não há possibilidade de um outro atentado.

Eu só queria ver ver quem está criticando Bolsonaro ir trabalhar e se apresentar em público levando uma bolsa de fezes à tiracolo. Só isso.

Vale o adágio, "fechar a porta depois de ser roubado?"

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

Já falei anteriormente: meu voto é NULO. O voto é secreto no sentido de ninguém observar o momento em que eu estiver votando, porém, posso, unilateralmente, dizer em quem voto ou não. É minha liberdade de expressão. Agora pergunto: Por quê determinado candidato não quer participar de debates? Ora, se já está eleito é só ir para conseguir mais votos, expondo suas "belas" propostas e planos que o Brasil está precisando. Aí alguém poderá dizer: mas ele vai se quiser; claro, que sim, entretanto, espera-se que não se venha "fechar a porta, depois de roubado" (no sentido mais sensato e diplomático da palavra; nada de pejorativo). É que no sistema em que estamos, só existem PARTIDOS enquanto não se chega ao Poder, porque quando galga-se a posição de eleito, ninguém é mais "partidos", mas "INTEIROS". Vêm as regalias, Estado inchado, tabela do IRPF sem correção, bancadas partidárias, disputas por Cargos, Secretarias e Ministérios; emendas financeiras para redutos eleitorais, edições de Medidas Provisórias beneficiadoras de setores obscuros; diversos tipos de auxílios financeiros, compensações e resgates de despesas das campanhas etc. Fala-se em reduzir Ministérios, mas isso é nominal ou real? Se, por exemplo, reduz-se de 30 para 16, o nº de Ministérios, Estatais, Secretarias etc., para onde irão os servidores (efetivos e comissionados) oriundos das reduções? Serão exonerados? Demitidos? Acordados com demissões voluntárias? Ou realocados? E os concursados, já com estabilidade garantida? Eis aí a camuflagem e a falácia eleitoral. Findo e pergunto? Vale votar? Não deixemos para fechar a porta, depois de roubados (repito: sentido puro do termo. Nada de pejorativo).
Desejo a Graça e a Paz de Cristo a todos os leitores.
João Marcos.
(81) 9-9984-6900.

Debate/entrevista

6345 (Advogado Autônomo)

Mas o SBT não é uma concessão do governo? Como é uma eleição que a todos interessa, não é justo que concedido espaço para uma entrevista de um candidato, também seja concedido espaço para entrevista do candidato adversário, em nome da igualdade de oportunidades? Se assim não for haverá nítido apoio a apenas um dos candidatos.

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