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Alheio às eleições, orçamento de castas ordena prioridades e insolvências

Comentários de leitores

5 comentários

Sem verba não há direitos sociais; sem pagar credores, idem.

Samuel Cremasco Pavan de Oliveira (Advogado Autônomo)

Não sei se minha limitação de conhecimentos faz com que algo tenha passado batido, mas me parece muito elementar, muito evidente que se o Estado deixar de remunerar seus credores deixará de ter crédito para arcar com os direitos sociais e atender as "prioridades constitucionais fixadas por nossa Constituição Cidadã há três décadas", como diz a articulista.

A alternativa é o confisco de bens, a estatização de propriedades privadas, enfim, o socialismo, que, como sabemos, já foi (e é) tentado há muitos anos em diversos países e tudo que conseguiu foi socializar a miséria (preservadas as castas que controlam o Estado, claro). Não creio que seja isso que a articulista defende.

Castas e Agentes Políticos.

Dennes Oliveira (Servidor)

Muito bom e esclarecedor o texto. Mas não podemos deixar de consignar, como bem o disse o colega Flávio Ramos, como os ditos Agentes Políticos direcionam boa parte do orçamento público para manterem-se como verdadeiras castas ao estipularem o nível de seus proventos e remunerações (e até privilégios, como o auxílio-moradia, cartões corporativos, ajudas de custo) muito acima do que ganham, por exemplo, os servidores públicos de carreira, concursados, porém não enquadrados como Agentes Políticos, mas que são indispensáveis a própria existência e funcionalidade da máquina estatal. Isso, com certeza, também colabora, e muito, para a criação de "castas" e "definição de prioridades alocativas" do orçamento público.

Constituição cidadã

magnaldo (Advogado Autônomo)

Nenhuma nova Constituição será mais democrática, popular e, paradoxalmente, liberal que a de 1988. Caso ela não assegurasse tantos direitos, muitos deles teriam sido revogados pois muda-se lei ordinária no Brasil com extrema facilidade. Veja-se o salário mínimo que é muito abaixo do valor real, e ainda querem desvincula-lo da previdência jogando os aposentados para a miséria total.

Provocação necessária

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Muito interessante o texto. Embora eu não consiga deixar de ver como "castas" e "definidores de prioridades alocativas" do orçamento público as carreiras do funcionalismo público e os políticos com seus gastos discricionários, em vez dos rentistas, como quer a autora, certamente há matéria para reflexão quanto à prioridade de financiamento destes em detrimento dos fins do Estado.

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

As três perguntas centrais colocadas pela colunista também não foram adequadamente respondidas quando da elaboração da CF 88, feita no atropelo.
Devido ao contexto da época a Carta ficou mesmo obesa, para dizer o mínimo. Mas, ainda assim, uma nova Constituinte - proposta que constava até ontem no plano de governo de um dos candidatos - seria uma temeridade e colocaria em risco nossa democracia. Ela pode e deve ser reformada aos poucos, e para isso foram previstas as emendas.

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