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Voto em Trânsito

50.67% das seções do exterior já encerraram a votação

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Até as 17h deste domingo (5/10), 78 países já haviam encerrado a votação em trânsito para presidente da República, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, responsável por consolidar as informações. Ao todo, 500.727 brasileiros votam no exterior, em 784 seções eleitorais espalhadas em 171 cidades de 99 países.

As cidades de São Francisco e Los Angeles, no EUA, e Vancouver (Canadá) encerrarão apenas às 21h. Em 2014, o total de eleitores fora do Brasil era de 354.184. Neste ano, foram utilizadas 744 urnas nas seções no exterior. Apesar de já encerrada, os resultados das votações nesses países só serão divulgadas após o encerramento da votação no Brasil. Isso para evitar que os votos dos estrangeiros influenciem os que ainda não votaram.

Wellington, capital da Nova Zelândia, foi a primeira cidade a concluir a votação, às 2h deste domingo. Além da Nova Zelândia, a eleição também já foi encerrada na Austrália, China, Cingapura, Coreia do Sul , Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Nepal, Omã, Tailândia, Taiwan, Timor-Leste e Vietnam.

Estados Unidos, com 160.005 eleitores, seguido do Japão, com 60.708; Portugal, com 39.118, são os três países que detêm os maiores contingentes de eleitores brasileiros.

Já entre as cidades estrangeiras, as norte-americanas Boston e Miami contam com os maiores números de eleitores brasileiros no exterior. Boston dispõe de 35.044 eleitores inscritos e Miami tem 34.356. Tóquio, a capital do Japão, é a terceira cidade com o maior número de eleitores brasileiros, com 26.092.

Faixa etária
A faixa etária com o maior volume de eleitores no exterior é a que reúne cidadãos entre 35 e 39 anos de idade. São 78.938 brasileiros, número que equivale a 15,76% do universo de eleitores que votam fora do país. Em seguida, estão os eleitores que se encontram na faixa etária de 40 a 44 anos, que reúne 71.798 pessoas, correspondentes a 14,34% do total.

Gênero e nome social
Segundo dados do Cadastro Eleitoral, a maioria do eleitorado brasileiro no exterior pertence ao gênero feminino, totalizando 292.531 eleitoras que representam 58,4% do total de cidadãos aptos a votar em outros países. O gênero masculino reúne 208.196 cidadãos, o que corresponde a 41,6% do eleitorado.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 7 de outubro de 2018, 17h11

Comentários de leitores

1 comentário

Golpe contra a democracia

Milton Córdova Junior (Advogado Autônomo - Eleitoral)

O TSE transformou a urna eletrônica num fim em si mesma, sendo mais importante que o direito do voto. Não é o TSE que serve ao cidadão, mas o cidadão que serve ao TSE. A Constituição é clara quando determina que o sufrágio é universal e o voto obrigatório para maiores de 18 anos. Do mesmo modo a Carta Magna plasmou, no art. 1º, parágrafo único, um dos Princípios Fundamentais da República: a participação do povo por meio de representantes eleitos. Ou seja: o TSE viola a Constituição quando exige que o voto se dê exclusivamente pela urna eletrônica. Entretanto, essa exigência exclui aproximadamente oito milhões de eleitores que estão "em trânsito", pois o TSE não oferece alternativa adequada para receber o voto desses eleitores, o que pode e deve ser feito por meio da cédula eleitoral, que continua existente no ordenamento jurídico. É que o TSE prefere encantar o Mundo por meio de marketing do suposto sucesso da urna eletrônica, escondendo a parte ruim (exclusão de oito milhões de eleitores) e valorizando a parte boa (celeridade na apuração das eleições). A votação por meio de cédula eleitoral implicaria em demora na apuração das eleições, contrariando interesses e conveniências dos técnicos da Secretaria de informática do TSE. E assim, a Democracia brasileira sofre um golpe por aquele que deveria defendê-la: o TSE, o "Tribunal da Cidadania".

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