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Moderador de conflitos

"Judiciário é o grande árbitro da sociedade brasileira", afirma Dias Toffoli

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Em sua primeira viagem como presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli saiu em defesa do papel que o Judiciário tem desempenhado no Brasil. Ele participou nesta segunda-feira (1º/10) de seminário organizado pelo Innovare sobre os 15 anos do prêmio e dos 30 anos da Constituição.

Toffoli afirmou que o Judiciário vem sendo o grande árbitro da sociedade brasileira, com o STF assumindo o papel de moderar os conflitos. Ele ressaltou grandes eventos nacionais que geraram turbulência nos últimos anos: em 2013, as manifestações populares; em 2014, as eleições acirradas; em 2015, a operação “lava-jato”; em 2016, o impeachment da presidente e a cassação do presidente da Câmara; e em 2017, denúncias contra o novo presidente.

"Diante de tudo isso, o Judiciário foi o grande árbitro da sociedade brasileira. Temos que entender que, concordando ou não com as decisões que foram tomadas, o fato é que o Judiciário brasileiro, e em especial o STF, teve a sabedoria de cumprir a missão que é de moderar os conflitos sociais, econômicos e culturais da sociedade brasileira", disse.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2018, 9h19

Comentários de leitores

4 comentários

Gol de mão no STF

Alexandre C.D. Mendonça (Serventuário)

Sendo o judiciário o árbitro, não pode este reconhecer que o jogador usou a mão, mudando o trajeto da bola deliberadamente e que fez o gol assim mesmo.

Assim também não pode um presidente de tribunal usar do instrumento "Suspensão de Liminar" para Suspender uma decisão de mérito definitiva, ainda que proferida monocraticamente.

Lei 8.437/92 (Dispõe sobre a concessão de medidas cautelares contra atos do Poder Público e dá outras providências) "Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas"

Pode isso, Arnaldo?

antonio gomes silva (Outro)

Toffoli diz que o Judiciário é o grande árbitro da sociedade brasileira. Assim como as mães dos juízes de futebol, as dos juízes de Direito também devem estar sendo muito xingadas por aí. E com razão. Os juízes e procuradores precisam de um VAR: mas não de seu próprio grupo, como o CNJ e CNMP, e sim membros imparciais, independentes, para que eles sejam denunciados e julgados de forma neutra, em consonância com o interesse público. Nossa democracia não merece juízes que usam o Direito estrategicamente, com fins político-eleitorais e persecutórios. Pensei que isso seria amenizado com Toffoli, mas na ânsia de parecer imparcial para a imprensa, que o coloca como PTista, o presidente do Supremo faz um bate-bola com a mídia, que o pressiona constantemente, assim como o fez com Carmem Lúcia. E assim destrói-se o Direito, a Justiça e as instituições e se cria monstros fascistas como Bolsonaro. E é sempre bom lembrar: há uma ligação histórica das elites com o Judiciário desde os tempos coloniais. Assim o Judiciário deu suporte ao nazismo de Hitler e ao fascismo de Mussolini. Não ficaria surpreso que setores do Judiciário brasileiro dessem suporte a uma ditadura, a um governo militar ou a um governo com ideais fascistas/nazistas. Por isso a democracia deve ser regada diariamente. Ainda há juízes em Berlim? Não sei, só sei que no Brasil está cada vez mais difícil de achá-los!

É difícil

Professor Edson (Professor)

Pelo comentarista anterior fica evidente que não é fácil ser juiz nesse país, ate ontem ele era idolatrado pelos miltantes do PT agora virou golpista, com esses acéfalos partidários alienados não é fácil julgar nada, eu só espero imparcialidade Toffoli!!!!, nada mais.

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