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Pautas conservadoras

Procuradores se reúnem para contestar dados e o "mito do encarceramento"

Um grupo de membros do Ministério Público está reunido em Brasília esta semana para um ciclo de debates. Nesta quinta-feira (29/11), a pauta da primeira mesa foi "a estatística usada a serviço da ideologia: como deturpar e descontextualizar números para mero endosso a posições ideológicas". Por "posições ideológicas" eles entendem "prisão, gênero, cotas, proteções especiais, vítimas, crimes de maior potencial lesivo, legitima defesa etc."

Haverá ainda debates sobre a "relativização da arte" e sobre o "mito do encarceramento em massa. O advogado Miguel Nagib, inventor do "movimento" escola sem partido, também terá seu momento.

O segundo dia do evento terá outras duas discussões polêmicas. Flávia Ferrer (MP-RJ) e Sérgio Maia Louchard (MP-CE) pretendem falar sobre redução da maioridade penal. O evento acaba com uma palestra intitulada "o mito do encarceramento em massa".

O evento, o 1º Encontro MP Pró-Sociedade, é organizado pela Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal.

Clique aqui para ver a programação.

Revista Consultor Jurídico, 29 de novembro de 2018, 15h18

Comentários de leitores

4 comentários

Parabéns aos organizadores

João Paulo Toledo (Funcionário público)

Muito interessante o evento. Uma pena não poder ir.

Nota da Redação - comentário ofensivo Comentário editado

Benedito matador de porco (Outros)

Comentário ofensivo removido por violar a política do site.

"Ah, as aspas!"

José Paulo Weide (Advogado Autônomo - Administrativa)

A atribuição de pautas conservadoras os temas do encontro, assim como o uso de aspas para estes revela que a edição deste acredita que qualquer análise sobre tais matérias (ou mesmo outras) apenas se estabeleceriam em razão da ideologia.
Ou seja, se "o mito do encarceramento" seria uma "pauta conservadora", logo a "teoria do excesso de encarceramento" seria uma pauta "progressista" ou algo do gênero.
Em outras palavras, se pré-julga os dados e a temática, classificando-os como de determinado viés ou posição política (ou ideológico, para os que consideram conservadorismo ideologia no mesmo sentido de progressismo ou esquerdismo), numa clara tentativa de desqualificar qualquer debate nesta seara.
É preciso analisar os dados e a interpretação deles, para somente depois o editor classificá-los (ainda que sob seu prisma ideológico) como "mitos" com as aspas.
O texto, como muitos outros deste periódico, faz apenas registros tacanhos de temas com os quais discorda a editoria da pauta, apenas para posar de "isento" (aqui, as aspas seguem a mesma intenção do editor).

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