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Por que quero presidir a OAB de Minas Gerais nos próximos três anos

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*Este artigo foi produzido como parte da campanha da eleição da OAB-MG.

Nós caminhávamos para a eleição OAB de Minas que repetiria uma eleição de 12 anos atrás com os mesmos candidatos da eleição de 2006 da Ordem.

Os meus concorrentes de agora, pessoas que eu respeito muito, que considero e que muito já fizeram pela OAB e pela advocacia de Minas Gerais, mas que devem dar espaço para as novas gerações. Devem permitir que outras pessoas participem do processo, ponham suas ideias à prova e deem a sua contribuição à nossa entidade.

Diante deste quadro, formamos um novo grupo: com novos dirigentes. Um grupo que resolveu se indignar com essa situação de falta de alternância, com a situação de falta de mudança e de oportunidade. Com isso, formou-se a chapa "Nova OAB", que é alicerçada em três pilares que eu gostaria de destacar para as senhoras e para os senhores.

O primeiro pilar é o da partição feminina
Nossa chapa tem 45% de advogadas. 50% do nosso Conselho Federal é formado por advogadas e 50% por advogados ,e nós temos colegas em posições de destaque, em posições decisivas na nossa chapa.

A professora Cristiane Fortini, advogada militante, será a próxima presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA). Por sua vez, Ana Cristina Brandão, advogada que milita na área de Defesa do Consumidor, será a vice-presidente da Caixa.

Maria Flávia Máximo, militante e também professora universitária, será a nova secretária-geral da OAB e a Juliana Picinin, a secretária adjunta.

Da nossa chapa, as nossas advogadas que participam são advogadas militantes. Advogadas que conhecem a realidade cotidiana da profissão e as dificuldades específicas que as mulheres passam em decorrência do preconceito de gênero, do assédio moral e sexual e das "brincadeiras "desrespeitosas — e que são feitas por membros do Ministério Público ou magistrados, servidores e até por colegas.

Ou seja, são advogadas que representarão de forma legítima as advogadas de Minas Gerais pela primeira vez na Ordem dos Advogados do Brasil.

O segundo pilar da nossa chapa é a Jovem Advocacia
Nós temos em nosso conselho 36 colegas com menos de 10 anos de inscrição nos quadros da Ordem, porque entendemos que a Jovem Advocacia não deve servir só para discurso.

O Jovem Advogado deve vir para dentro da seccional para oxigenar a OAB de Minas Gerais, pra renovar as energias e pra mudar a nossa entidade de dentro pra fora, tendo ciência da realidade que o jovem enfrenta no início dos seus passos de profissão.

Nós temos que cuidar dos advogados experientes que precisam ser reinseridos na advocacia digital, na "advocacia 4.0", mas temos que ter um olhar muito especial para o jovem advogado que, com menos de 10 anos de inscrição, representam 74% dos inscritos na OAB-MG.

Por isso, nossa chapa é a que tem mais jovens advogados e advogadas. Se somarmos os jovens das outras duas chapas, não superam nem juntas a quantidade de jovens que compõem a "Nova OAB", a chapa que vai construir a OAB do futuro.

O terceiro alicerce é o da participação efetiva dos advogados do interior na direção da OAB-MG
Nossa chapa é composta paritariamente: 50% dos membros são do interior e 50% da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nas diretorias da Ordem da Caixa, há prevalência de colegas do interior.

Entre os sete cargos eletivos de diretores da Caixa e os cinco da OAB, somente cinco serão ocupados por advogados da região metropolitana e sete serão ocupados por colegas do interior.

Destaco que o futuro vice-presidente da OAB é de Varginha, o futuro Diretor-tesoureiro é de Uberlândia, a futura vice-presidente da Caixa é de Juiz de Fora, o primeiro-secretário é de Divinópolis, o Diretor-Tesoureiro é de Poços de Caldas e o suplente de Montes Claros e Uberaba.

Todas as regiões de Minas Gerais estarão de alguma forma representadas na direção da OAB e da Caixa neste próximo mandato. Há advogados de todas as regiões formando o nosso conselho seccional, e eu destaco de Ipatinga, por exemplo, o advogado Juliano Azevedo.

Juliano junto com Leonardo Eleotério Campos representarão Ipatinga junto ao conselho seccional e tenho certeza que um advogado combativo como esse, dedicado como esse, com a coragem intrínseca àquele que exerce a advocacia no âmbito criminal, vai representar e defender todos os advogados do Vale do Aço,  com muita galhardia e com muita firmeza no conselho seccional.

Sob estes três pilares: a participação feminina, a participação da Jovem Advocacia e a participação do interior, nós apresentamos à classe um conjunto de propostas para transformar a Ordem dos Advogados do Brasil e transformar a advocacia nos próximos três anos.

Eu tenho dito que faltam apenas alguns dias para mudarmos os próximos três anos, para quiçá mudarmos os próximos 30 anos com as modificações que implantaremos na OAB de Minas Gerais. Estes são os pilares para a construção de uma "Nova OAB", da OAB do futuro, a OAB das novas gerações, que pedem passagem.

A OAB das advogadas e dos advogados, dos jovens e dos experientes, da capital e do interior, que, juntos, no dia 24 de novembro, vamos promover uma mudança geral. Por isso tenho dito que, em Minas Gerais, no dia 24 de novembro, data vênia, não é um nem outro, mas iremos pela terceira via por uma nova OAB.

Sérgio Leonardo é advogado militante na área penal. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2018, 14h48

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