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Irregularidades técnicas

Barroso dá três dias para Bolsonaro explicar as contas da campanha

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral, deu três dias para que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) explique as 23 inconsistências encontradas pela área técnica do tribunal em suas contas. A decisão é desta terça-feira (13/11).

Barroso é relator das contas de campanha no TSE e levará o caso a julgamento no plenário da Corte Eleitoral. Ainda não há data marcada para o tribunal analisar o caso.

Área técnica do TSE encontra 23 inconsistências em prestação de contas da campanha de Bolsonaro para presidente
Tânia Rêgo/Agência Brasil

"São pertinentes as diligências propostas pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias. Diante do exposto, determino a intimação do candidato para complementar dados e documentação e/ou prestar esclarecimentos e justificativas, com vistas ao saneamento dos apontamentos", escreveu Barroso, na decisão.

 A advogada da campanha de Bolsonaro no TSE, Karina Kufa, disse que vai responder "cada apontamento", mas só ao tribunal. "Não há nada que nos preocupe, pois as respostas, dentro do prazo estipulado, demonstrarão que os questionamentos não persistem e não possuem o condão e a gravidade para rejeitar as contas”, garante a advogada.

Irregularidades
As supostas irregularidades foram apontadas por técnicos da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do TSE.

Entre os pontos levantados, estão falta de documentação e detalhamento sobre serviços contratados de empresas de tecnologia, documentação para comprovar a impressão de santinhos e materiais de campanha, justificativas sobre a devolução de doações recebidas, e dados de despesas que não haviam sido declarados nas prestações parciais.

"De acordo com a área técnica da Corte, a prestação de contas de Bolsonaro informou doações às campanhas de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente eleito, que totalizam R$ 345 mil, mas não informou os doadores originários dos recursos. Também foram identificadas doações recebidas de outros candidatos ou partidos políticos com informações divergentes na prestação de contas dos doadores", diz o parecer. 

Em um primeiro momento, a força de trabalho é direcionada exclusivamente para o presidente eleito. Os demais candidatos que disputaram o Palácio do Planalto serão analisados depois de Bolsonaro.

Clique aqui para ler o relatório do TSE. 

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Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2018, 20h39

Comentários de leitores

3 comentários

Mais respeito pela memória de Cunhambebe

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Pelo amor de Deus, não vamos confundir tupinambás, confederação dos tamoios, com os tupiniquins, vendidos aos portugueses.
Um dos motivos que Padre Anchieta não pode ser canonizado é que para evitar um massacre dos tamoios, a mulher de um cacique era convertida e em confissão deu detalhes do ataque, não ia sobrar peró vivo que não fosse na grelha, o padre quebrou o segredo de confissão.
Cumhambebe nunca foi vencido em batalha, morreu provavelmente de varíola, carne de peró de má qualidade...
Se vamos falar de justiça tupiniquim, de pensamento tupiniquim...

E os outros???

GUSTAVO MP (Outro)

A pergunta é que fica é se as contas do Haddad, do Geraldo Alckimin e do Henrique Meirellles, todas elas com gastos astronômicos o TSE não encontrou nenhuma irregularidade? E logo do candidato que mal teve 10 segundos de campanha no 1º turno na TV fora encontrado elementos como aduz o ministro "pertinentes"? pertinentes estes, doações de vulto no valor de R$ 100,00? É aquele velho ditado: deixam passar uma boiada mas querem travar um bezerro! Toda corrupção política começa com o aval do TSE, que não julga, não fiscaliza, você vai lá e presta conta do valor em dinheiro e bens que bem entender, não há um levantamento, mas agora, uma doação de R$ 100,00 virou elemento pertinente.... É vergonhoso, deprimente um órgão superior se portar de tal maneira, repugnante!

Padrão tupinambá

olhovivo (Outros)

Prazo curtíssimo para a parte e meses ou anos conclusos para julgamento... é o padrão do judiciário tupinambá.

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