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Do Judiciário ao Executivo

Assessor de Toffoli, general Fernando Azevedo e Silva será ministro da Defesa

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), confirmou na manhã desta terça-feira (13/11) a indicação do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para o cargo de ministro da Defesa. Em setembro, o militar foi nomeado assessor do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

O nome do ex-chefe do Estado Maior, exonerado em julho, foi sugerido a Toffoli pelo general Eduardo Villas Bôas, atual comandante do Exército. "Ele está aqui não na qualidade de general ou representante das forças armadas. Ele é da reserva e tem uma grande experiência. Não confundam a ideia de ele ter sido general com a atuação dele aqui. Aqui ele é um civil, um assessor que nos auxiliará muito nessa questão de propostas e projetos nessa área de segurança", disse Toffoli à época.

Na ocasião, houve muita especulação sobre a atuação do general no Supremo: se ele poderia, por exemplo, ser um anteparo de medidas como a ampliação do número de ministros ou um termômetro para Toffoli sentir, com antecedência, a temperatura na corte.

Em nota, o ministro Dias Toffoli informa que foi consultado por Bolsonaro na manhã desta terça-feira sobre a indicação de Fernando Azevedo e Silva para o ministério. "Prontamente disse que seria uma excelente escolha", afirma. "Seu perfil técnico, sua dedicação ao serviço público e sua visão republicana são aspectos fundamentais para a nova missão na Administração Pública Federal."

Escolha presidencial
Com a escolha de um general, Bolsonaro mantém um oficial-general de quatro estrelas (topo da carreira) à frente do Ministério da Defesa. Azevedo e Silva substituirá o também general Joaquim Silva e Luna. 

O presidente eleito chegou a anunciar o general Augusto Heleno para a Defesa, porém optou por colocar o militar no Gabinete de Segurança Institucional. Azevedo e Silva foi ajudante de ordens do ex-presidente Fernando Collor e chefe da assessoria parlamentar do comandante do Exército.

Perfil
O novo ministro da Defesa nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se aspirante a oficial de Infantaria em 14 de dezembro de 1976. Chegou ao posto de general do Exército em 2014, e passou para a reserva em 2018. Azevedo e Silva foi contemporâneo de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde o presidente eleito concluiu o curso de formação em 1977, um ano depois de seu futuro ministro.

Leia a nota do ministro Toffoli:

É com muita alegria que vejo o anúncio do nome do General Fernando Azevedo e Silva para Ministro de Estado da Defesa. Certamente sua larga experiência contribuirá para o fortalecimento da atuação das Forças Armadas, da segurança e da defesa no Brasil. 

Seu perfil técnico, sua dedicação ao serviço público e sua visão republicana são aspectos fundamentais para a nova missão na Administração Pública Federal.

O compromisso do General Fernando Azevedo e Silva com o País pode ser identificado na larga experiência durante os 45 anos de serviços dedicados à carreira militar e também nos três Poderes da República. 

Hoje pela manhã, fui consultado pelo Presidente eleito Jair Bolsonaro sobre a indicação de Fernando Azevedo e Silva e prontamente disse que seria uma excelente escolha.
No período em que está no Supremo Tribunal Federal, o General conquistou a todos, Ministros e servidores, e está sendo um grande colaborador nos temas envolvendo políticas de segurança.

Desejo sucesso ao General Fernando na sua nova missão".

*Texto alterado às 11h59 do dia 13/11/2018 para acréscimo de informações.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2018, 10h17

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