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Pobreza não afasta multa a pais que praticam atos graves contra filhos, diz STJ

Comentários de leitores

5 comentários

O Estado diante do espelho!

Gilbert R L Florêncio (Assessor Técnico)

Agentes Públicos (lato sensu) escondem-se na névoa da abstração do Estado, um conceito que ganha realidade (sem ter existência), para locupletarem-se às expensas do contribuinte e do miserável que, de modo contumaz, relegam ao diuturno abandono.
E eis que tal Estado, também por seus agentes (obviamente), ainda pune seus miseráveis abandonados por destinarem a outrem o mesmo que lhes foi dado.
Um Estado que zomba da honra, mas que espera a virtude de seus cidadãos; um Estado que sonega educação, mas que espera ter cidadãos educados.
Ora, trata-se de um Estado Demagogo e que não tem legitimidade moral para aplicar sanções.
Punir quem, pela míngua intelectual (fruto do abandono estatal), carece de razoável discernimento, é sancionar em duplicidade, já que a ignorância, por si, é uma punição. Deveria o Estado esclarecer essas pessoas, e não esmagá-las ainda mais. Decisão lastimável!

Concordo! Todavia...

Neli (Procurador do Município)

Se a menina estava maltratada, tinha que tirar o pátrio poder maternal e pelo que se lê, também paternal. Inadmissível uma mãe maltratar uma filha.
A pobreza, por outro lado, jamais foi excludente de ilicitude.
Se assim fosse, as cadeias estariam mais vazias...
Aliás, tem-se uma mania de atribuir criminalidade aos pobres: se assim o fosse,não haveria mensalão, petrolão, corrupção.
E maltrato contra criança, parece-me que não é apenas atributo da pobreza.
Penso que invés de multa, deveria retirar o pátrio poder maternal e o próprio pátrio poder(se for o caso). De todos os filhos se tiver(menino e menina!)

Se o nobre colega desconhece

incredulidade (Assessor Técnico)

não sou eu, em minhas poucas luzes, que poderei ajudar sobre o tema.
Amplexos

Ao colega incredulidade

Alexandre (Advogado Assalariado)

Prezado, não sabia que no governo passado aplicávamos outra legislação. Mas, como ignorância pouca é bobagem, também não sabia que nessa eleição tinha também eleição do judiciário para falarmos em "governo passado" em âmbito judicial.

Absurdo!!

incredulidade (Assessor Técnico)

Todos sabemos que a pobreza é excludente de ilicitude...
Ah não, era no governo passado..

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