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Opinião

A Ordem dos Advogados do Brasil que eu quero mescla idades, gêneros e perfis

Por 

* Este artigo foi produzido como parte da campanha da eleição da OAB-RJ.

Somente daqui a alguns anos iremos compreender plenamente as turbulentas transformações por que passa a sociedade civil brasileira nos dias de hoje. A mobilização popular ora vista não tem precedentes, seja em quantidade, intensidade, temática ou profundidade. Independentemente da orientação que se tenha, em qualquer campo, goste-se ou não, é impossível ignorar o significado positivo e a abrangência que isto tem sobre o nosso processo civilizatório.

O viés político está sendo colocado de lado, sendo substituído por uma exigência majoritária de retidão de comportamento, compromisso e eficiência na gestão. Muitas vezes não se trata de impor algo novo, mas sim de resgatar padrões e comportamentos esquecidos ou negligenciados, restaurando a normalidade perdida. Chega de proselitismo, chega de conchavos, abaixo o compadrio, ponha-se fim a tudo aquilo que nos desvia de ter o nosso destino em nossas próprias mãos.

O Brasil acordou e está raivoso, insatisfeito com a velha maneira de se fazer as coisas. E a OAB, como está? No caso específico de nossa seccional do Rio de Janeiro, estão as demandas da categoria sendo bem atendidas? Os atuais gestores estão comprometidos com os nossos objetivos? Se a sua resposta é não, está na hora de você fazer alguma coisa contra. Teremos eleições em novembro e a oportunidade se apresenta para uma mudança. Afinal, a OAB não está aí só para servir de trampolim para a política!

Este ano teremos seis chapas concorrendo; um recorde! Só este fato já demonstra a grande insatisfação da categoria e o desejo de mudança. Ademais, a chapa da situação é decorrente da improvável reunião de três correntes que divergem entre si, o que a coloca em equilíbrio muito instável e sem chance de produzir alguma coisa de bom.

Nossa chapa, “A OAB que eu quero”, sob a competente liderança de Fernando Orotavo Neto, é herdeira da tradicional “chapa azul”, de tantas tradições e realizações em prol da categoria dos advogados. Além do desejo de avançar na discussão de novas necessidades, nosso propósito é a retomada de padrões e conceitos perdidos em nome de outras prioridades que não a valorização do operador do direito.

Compomos uma boa mescla de idades, gêneros e perfis, democraticamente representados. Estamos comprometidos com eficiência e transparência de gestão, foco na profissão, nas suas necessidades e prerrogativas. Temos preocupação com as repercussões para a profissão da revolução tecnológica que se avizinha, com automação e robotização de parcela de nossa atividade profissional.

Queremos lutar pela melhoria do ensino jurídico, visando à preparação do profissional para estes novos tempos da advocacia, tanto nas universidades quanto através da ESA. Nossa missão abrange desde o estagiário até o advogado sênior, o qual precisa se requalificar em relação às novas técnicas e demandas da profissão. Toda força para as Subseções do interior! É lá que estão as maiores necessidades e as demandas mais críticas.

Todavia, não basta só votar. É preciso que você tome as rédeas de seu destino, participe da gestão e cobre resultados! Mas cuidado, percebendo o poder de nossa mensagem, outras chapas procuram se assemelhar à nossa, copiando as nossas propostas. Não se deixe enganar pelas aparências, porque só a nossa equipe é capaz de levar adiante as bandeiras que defendemos!

Vote bem, vote na OAB que eu quero, que você e todos nós queremos.

 é titular do Pellon & Associados Advocacia

Revista Consultor Jurídico, 8 de novembro de 2018, 13h37

Comentários de leitores

3 comentários

OAB

O IDEÓLOGO (Outros)

A OAB que eu quero é aquela na qual pontifiquem advogados honestos, comprometidos com os anseios sociais, abnegados e democráticos.
É pedir muito?

SP: 16 na Secciona; 01 (RENOVAÇÃO) em Sto. Amaro.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Em São Paulo vai ser assim:
É Sergei Cobra na Seccional e José Miguel - Chapa 01, em Santo Amaro.
https://josemiguelpresidente.com.br/

TCU determina abrir caixa preta da OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista . Se Karl Marx fosse nosso contemporâneo, a sua célebre frase seria:” Sem sombra de dúvida, a vontade da OAB, consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites. Ufa! Com alegria tomei conhecimento do ACÓRDÃO Nº 2573/2018 que o Egrégio TCU, determinou OAB, prestar contas junto ao TCU. Tudo isso a exemplo dos demais Conselhos de Fiscalização da Profissão. Qual a razão do “jus isperniandi” (esperneio ) da OAB? Qual o medo da OAB prestar contas ao TCU? Como jurista, estou convencido que OAB a exemplo dos demais conselhos de fiscalização de profissões tem a obrigação sob o pálio da Constituição, prestar contas ao TCU, os quais também arrecadam anuidades e taxas de seus filiados. Tudo isso em sintonia ao parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal, “ in-verbis” “Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária". Estima que nos últimos vinte e dois nos só OAB, abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovação em massa, cerca de quase R$ 1,0 bilhão de reais, sem nenhuma transparência, sem nenhum retorno social e sem prestar contas ao TCU. Não existe no nosso ordenamento jurídico nenhuma lei aprovada pelo Congresso Nacional dispondo que OAB é entidade sui-generis? “Data-Vênia “ o Egrégio STF não tem poder de legislar. É notório que OAB gosta de meter o bedelho em tudo. Respeite o art. 37 CF.

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