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Gilmar Mendes elogia Moro e diz que segurança é desafio maior que corrupção

Em Nova York para uma palestra neste sábado (3/11), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, elogiou a indicação do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). 

Gilmar afirmou que Moro "dispõe de toda a qualificação para exercer o cargo".
Divulgação

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Gilmar foi questionado sobre o anunciado enfoque de Moro no combate à corrupção e disse que a "tarefa de segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção". Também defendeu um maior envolvimento da União na questão da segurança, principalmente no combate ao crime organizado. 

O ministro do STF disse ainda que o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba "dispõe de toda a qualificação para exercer o cargo e certamente cumprirá bem as missões que lhe forem confiadas, essa é minha expectativa”. 

Sobre uma possível contaminação nas decisões anteriores de Moro por causa de sua entrada no governo, Gilmar disse que será uma questão a ser debatida no Judiciário.

Gilmar palestrou no evento II Law and Economics, organizado pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a Universidade de Columbia, com apoio do jornal Financial Times, do Brazilian American Chamber of Commerce e da CLS Brazil.

Revista Consultor Jurídico, 3 de novembro de 2018, 18h34

Comentários de leitores

7 comentários

Neli (Procurador do Município)

Palpiteiro da web (Investigador)

Concordo com suas palavras.
A corrupção é a chaga de todas as calamidades perpetradas nesta terra abençoada e, não vejo perspectiva de melhoria, haja vista que as autoridades estão acostumadas com a vida palaciana e nababesca, tudo, claro, às expensas do dinheiro do povo por intermédio de licitações com cartas marcadas com empreiteiras pra lá de famosas ( OAS, CAMARGO E CORREIA, ODEBRECHT etc...)
O Brasil tinha tudo pra dar certo, mas não dá por conta desta chaga chamada corrupção.

Data maxima venia

João da Silva Sauro (Outros)

Não é produtiva ou relevante a comparação entre latrocínio e corrupção. O ato intencional contra a vida humana não pode ser minimizado. O fato de ser indireta e presumida a suposta morte 'causada' pela corrupção é sim relevante. Esta obsessão com a corrupção como o maior mal do brasil não é saudável e confunde por demais as coisas. A corrupção pode sim aumentar um problema já existente, mas sem uma precisa identificação dos fatos envolvidos não se pode adequadamente afirmar sua magnitude. A candência moral de um tema não pode ofuscar sua relevância prática.

Data vênia!

Neli (Procurador do Município)

Data vênia, a insegurança pública é consequência da corrupção.
A corrupção é o crime mais hediondo que existe.
Nem o latrocínio é tão hediondo quanto ela.
O latrocida, com seu abjeto ato, mata uma pessoa, destrói uma ou duas famílias, e quantas pessoas o corrupto não mata indiretamente? Quantas famílias não são destruídas indiretamente?
O corrupto (ativo e passivo) indiretamente comete todos os crimes previstos no Código Penal e descumpre princípios constitucionais.
No Brasil há uma pandemia de crimes comuns e isso pode ser creditada aos corruptos.
Há falta de dinheiro público para a saúde? Credita-se ao corrupto. Gerações de brasileiros estão condenadas à eterna ignorância? Credita-se ao corrupto.
O corrupto coloca seu interesse pessoal acima do interesse Público.
Ele descumpre princípios fundamentais inseridos na Constituição Nacional.
A epidemia de mortes violentas deve ser creditada, friso-me, ao corrupto.
Crime abjeto.
A crise que se passa o Brasil deve ser creditada ao corrupto: ativo e passivo.
O eterno subdesenvolvimento do Brasil deve ser creditado ao corrupto.
Basta sair às ruas, em qualquer cidade do Brasil, para ver o caos que a corrupção deixou.
A insegurança pública é, portanto, consequência da corrupção.
Urge-se debelá-la.
Data vênia.

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