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Atuação de Moro será analisada no tempo certo, diz corregedor

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, afirmou, nesta quinta-feira (1º/11), que os procedimentos disciplinares que tramitam no Conselho Nacional de Justiça para apurar as condutas  do juiz federal Sérgio Moro “serão analisados no tempo certo”.

"Os casos de Sérgio Moro serão analisados no seu tempo. O corregedor nacional analisará tudo dentro do tempo", afirmou. "Não sei nem qual será a minha decisão, vou analisar caso a caso", disse Martins em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Nesta quinta-feira, o juiz federal anunciou ter aceitado o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Justiça do governo que toma posse em janeiro de 2019.

Em nota, Moro afirmou que seu objetivo é implementar uma agenda anticorrupção e anticrime organizado, além de consolidar avanços obtidos pela operação "lava jato" e impedir retrocessos. O juiz diz ainda que desde já irá se afastar de novas audiências para evitar "controvérsias desnecessárias".

Situações diversas
O CNJ analisa a atuação de Moro em processos como a decisão de divulgar parcialmente trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial deste ano.

A atuação de Moro também é questionada no episódio da liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que determinou a soltura de Lula. Em manifestação encaminhada ao CNJ, Favreto afirmou que Moro provocou "grave e profunda fissura no Poder Judiciário" ao não acatar a sua decisão. Moro também pode ser punido pelo CNJ por ter autorizado a divulgação de interceptação telefônica de conversa entre Lula e Dilma Rousseff em 2016.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2018, 19h29

Comentários de leitores

1 comentário

análise no tempo certo

Patricia Ribeiro Imóveis (Corretor de Imóveis)

Vamos ao resultado da apuração no tempo certo da conduta do investigador, delegado, promotor, juiz e desembargador Moro: Vistos, etc. Considerando que o sindicado deixou os quadros da magistratura e tendo em vista que a pena máxima aplicável seria de aposentadoria compulsória, algo de que não mais se pode cogitar em razão da exoneração a pedido, declaro a extinção anormal do processo em razão da carência superveniente havida.

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