Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ex-brasileira

Juiz nega pedido da defesa de Claudia Sobral para trancar processo

Por 

O juiz Andrew Logan, do fórum criminal do Condado de Trumbull, em Ohio, EUA, negou pedido da defesa da ex-brasileira Claudia Sobral para trancar o processo no qual ela foi denunciada pelo assassinato de seu marido Karl Hoerig, em março de 2007.

A defesa havia pedido o trancamento da ação criminal porque o direito da ré a julgamento rápido teria sido violado. A defesa alegou que Claudia ficou presa no Brasil por 645 dias, antes de ser extraditada para os Estados Unidos. Segundo a lei americana, seu julgamento deveria ter começado dentro de 90 dias após a prisão, mas isso não aconteceu.

O juiz disse, em sua decisão, que a ré não teve um julgamento rápido porque nem chegou a ser presa nos EUA, uma que fugiu para o Brasil logo depois do homicídio. E, enquanto presa no Brasil, ela lutou por vários meses contra a extradição. “Nesse caso, decidimos que o estado fez esforços razoáveis para conseguir a extradição da ré quase que imediatamente após sua prisão no Brasil”, escreveu o juiz.

Claudia Sobral (Claudia Hoerig, nos EUA) foi extraditada para os EUA em 17 de janeiro, após perder a cidadania brasileira. No dia seguinte, teve a primeira audiência preliminar no fórum do Condado de Trumbull, na qual ela se declarou inocente (“não culpada”, nos EUA).

O julgamento foi marcado para 16 de abril. Mas, a pedido dos defensores públicos que representam Claudia, que disseram precisar de mais tempo para preparar a defesa, o juiz concordou em adiar o início do julgamento no tribunal do júri para 17 de setembro de 2018.

No dia 13 deste mês, os promotores juntaram documentos à ação penal, segundo os quais ela teria confessado o assassinato de Karl Hoerig aos agentes norte-americanos que a buscaram no Brasil. Ela teria dito que sofria abusos mentais e sexuais. E que matou o marido em um ataque de raiva.

Claudia teria dito ainda que, no dia do crime, ela disse ao marido que estava grávida e isso gerou uma grande discussão. Ela pegou a arma e, no corredor, disse a ele que iria se matar. Ele teria dito que fosse se matar no porão da casa, para não sujar as paredes e o carpete de sangue. A caminho do porão, ela mudou de ideia e atirou nele três vezes.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2018, 10h25

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 02/04/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.