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Grande violador

"Com ações midiáticas, Ministério Público tem criminalizado exercício da advocacia"

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Comentários de leitores

12 comentários

Honorários

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Diante do caos reinante em "terrae brasilis", esperava-se que os advogados, como bons oportunistas, aproveitassem a "deixa".
Mas, ocorre, justamente, o contrário.
Em um ambiente de desordem generalizada com brutal violação de direitos, inconstitucionalidades, Juízes Solipsistas, Juízes Legisladores, depravações jurídicas, os advogados não conseguem encher "as burras" com dólares, euros e cruzeiros. Contentam-se com em fazer audiências por vinte reais.
Eta classe desunida!!!

Uma sugestão ao CF/OAB e seccionais:

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Outrossim, seria de bom alvitre a OAB observar "mais de perto" certas práticas, principalmente aquela em que os causídicos são praticamente coagidos a realizar audiências por aviltantes quantias que variam de R$ 20,00 a R$ 50,00.

Naturalmente sem querer ofender, tais valores são cobrados por pedreiros, lavadores de carros, diaristas, jardineiros etc. E ao que consta, nenhum deles despendeu tanto tempo, dinheiro e massa encefálica quanto o sujeito bacharel, seja em Direito quanto em quaisquer outras áreas.

Basta uma verificação ingênua para confirmar que um sem número de advogados, principalmente os iniciantes, passaram (e passam) a exercer funções subalternas exatamente por isso. E as razões vão desde a apriorística insatisfação até mesmo ao impedimento de manter o padrão mínimo de dignidade humana.

Isto posto, fica a sugestão.

... o mundo inteiro ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... nada perderia se cessassem as atividades dos ministérios públicos em absolutamente todos os lugares onde eles existem ...

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Eududu (Advogado Autônomo)

Estou de pleno acordo com seu comentário.

E acrescento que imiscuir-se na vida patrimonial de seus clientes não é papel do advogado. Ou agora teremos que fazer o trabalho do fisco?

Péricles (Bacharel)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Concordo, em parte, com você.
Então, que o Estado recuse tributar o consumo decorrente do dinheiro ilícito, recuse a tributar as atividades de lavagem. Os tributo servem para o pagamento de salários do serviço público, também.
Os planos de saúde, escolas privadas, curso diversos devolvam o dinheiro do consumidor criminoso. Médicos, dentistas, cabeleireiros, concessionárias de automóveis, oficinas, idem.
Padarias, cinemas, condomínios, cinemas e casas de diversões, bares, restaures.
Que o dinheiro seja imprestável para contratar produtos ou serviços de todos, não somente de um único prestador.
Uma vez identificada a origem ilícita (antes do devido processo?), que se bloqueie o dinheiro e os bens do infrator. E disponibilize a Defensoria Pública para o "colarinho branco". Assim, em vez dele gastar, todos gastarão com a defesa dele.

honorários indecentes

Péricles (Bacharel)

O que é indecente são os honorários decorrentes da atividade criminosa dos clientes. Se o cliente roubou milhões e milhões dos cofres públicos ou mesmo de qualquer empresa ou pessoa física, o montante total não é recuperado pela polícia e justiça e o cara gasta milhões com os ilustres defensores, não deixa de ser tão criminoso quanto o cliente, se os honorários pagos pelo cliente decorrerem do que foi obtido na atividade criminosa. Como se monta uma blindagem no exercício da atividade da advocacia, colocando advogados inescrupulosos, que não fazem uma reflexão ética em relação aos fundamentos da vida em sociedade (pensam somente no seu interesse pessoal), sob o manto da proteção impenetrável, acabam criando o círculo vicioso nesta República onde a impunidade é a marca registrada, graças às facilidades para a defesa dos malandros de qualquer espécie, onde os recursos provêm do submundo do crime e assim nunca interrompe o seu ciclo. Há que haver uma prestação de contas sobre a origem dos recursos que patrocinam a defesa de clientes que estão envolvidos com roubo, furto, corrupção, etc., ou seja, crimes patrimoniais.
Essa é a minha opinião.

Discurso e prática

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentavelmente, o douto Entrevistado se equivoca quando diz que a OAB atua nos casos de violações a prerrogativas profissionais dos advogados. A Ordem, em verdade, é permanentemente omissa na esmagadora maioria dos casos de violações de prerrogativas, não raro ainda bajulando a autoridade que atua prejudicando a classe. Entre o discurso da OAB e a realidade prática, infelizmente, há um abismo enorme, seguindo-se os mesmos vícios que destruíram quase todas as instituições do País.

MP atuação abusiva

magnaldo (Advogado Autônomo)

O MP é parte e atua estritamente como acusador, até a última instância, daí a sua extrema parcialidade, a ponto de PGR ter sido tachado de "engavetador de processo" e nada aconteceu. Ele tem atuado para controlar a polícia judiciária e ter o domínio absoluto da investigação, o que é muito ruim. Veja-se a lava jato: Janot atuou de uma forma e a PGR atual segue linha inversa.

Tentação totalitária

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O fato é que a Constituição de 1988 – “A Cidadã” -outorgou amplos poderes ao Ministério Público, e diga-se, sem nenhum controle jurídico ou social, em especial no sistema de persecução criminal - que mesmo em sua clareza meridiana, levou a ‘guerrilha institucional’ nunca vista antes pelo domínio da investigação pré processual de competência da Polícia Judiciária.
Daí, é que o pós-88 revelou obsessivas e frequentes tentativas de alterar o sistema repressivo penal, sem antes buscar seu aperfeiçoamento e aprimoramento, evidenciando vocações engendradas em sistemas totalitários, sobressaindo a ameaça da autoridade total em que somente um órgão, já com excessivos poderes, assumiria a responsabilidade absoluta pela investigação e denúncia criminal. E, quem sabe como no caso das delações, o próprio julgamento.
Contudo, é de se observar que ordem jurídica, enquanto sistema de controle e defesa social, efetiva-se no Estado de Direito por meio da aplicação sistemática das normas constitucionais e legais, instituídas pela sociedade politicamente organizada. É o império do respeito à lei e à ordem que se impõe como condição de sobrevivência da própria comunidade.

Prerrogativas são uma causa permanente

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulações ao Dr. Charles Dias e a Marcelo Galli pela excelente entrevista ! O Dr. Charles Dias apenas mencionou alguns casos de violações de prerrogativas. Existem muitos outros. A questão é que os Advogados sempre colocam os interesses de seus clientes em primeiro lugar, acima de tudo e, dessa forma, superam muitas violações tendo em vista o objetivo a ser atingido, a melhor defesa de seu cliente. No entanto, deveria haver um canal específico na OAB, mais especificamente no Conselho Federal, ao qual o Advogado tivesse acesso imediato através da internet para relatar violação de prerrogativa ou abusos de autoridade. À vista de numerosos casos relatados, promover algum procedimento ético comum a Advogados para enfrentar determinados abusos bem conhecidos, uma espécie de "conduta padrão" da Advocacia para reagir a abusos, enquanto se providenciam alterações na legislação. A primeira alteração seria o Júri Popular para julgar as autoridades em todos os casos, desde corrupção a abuso de autoridade. E, sim, o Dr. D'Urso tinha razão ao pretender elaborar a "lista negra" dos magistrados violadores. Deveria ser atualizada mensalmente e enviada por e-mail para os Advogados.

daniel (Outros - Administrativa)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Daniel,
O Convênio, justamente ele, não é contrato.
A OAB a ele adere e não pode fazer nada. A Defensoria faz como quer, a depender do humor do gestor local.
De certa forma, ao "flexibilizar" a tabela a OAB dá um passo em prol do advogado.
Agora, advogado tem que ser suficientemente observador para não cobrar por um serviço menos do que pagou de mensalidade (valor real, sem subsídio) no curso de Direito.
Os formados em faculdades públicas nunca observaram a tabela da OAB. Sempre cobraram muito mais.
Muitos dos atuais novos advogados têm outra tealidade: ProUni. Se não pagaram mensalidade, não sabem precificar o serviço... É como vender vender pipoca por preço abaixo do pacote de milho...

curioso: nada falou da concorrência entre jovem advogado e d

daniel (Outros - Administrativa)

curioso: nada falou da concorrência entre jovem advogado e defensoria.... o motivo é porque não estão nem aí para o jovem advogado, a cúpula da OAB quer é evitar a concorrência destes com os mais velhos.

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