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Intervenção militar

Não temos saudades de regimes sem direitos, diz ministra Carmen Lúcia

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Em pronunciamento na abertura da sessão desta quarta-feira (30/5) sobre a paralisação dos caminhoneiros, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, criticou os pedidos de intervenção militar que vêm sendo feitos por parte dos grevistas.

Ministra Cármen Lúcia destacou a importância da democracia.
Carlos Moura/SCO/STF

"Não temos saudade senão do que foi bom na vida pessoal e, em especial, histórico de nossa pátria. Regimes sem direitos são passados de que não se pode esquecer, nem de que se queira lembrar. Este Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro, contando com a responsabilidade e a atuação de cada cidadão, cumprirá o seu dever, como espera que todas as instituições públicas e particulares o façam", apontou a presidente, na primeira vez que se manifestou sobre a crise. 

Cármen Lúcia enfatizou a defesa da democracia e o papel do Supremo na garantia dela. "Não fazemos milagre, fazemos direito. Mas ele será garantido", disse a ministra.

Ela destacou o que considera o grave momento político-social pelo qual passa o país. "Esta sessão e a atuação do STF é cumprida hoje com profunda preocupação, atenção e responsabilidade com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros. Lutamos e conquistamos a democracia, trabalhamos como órgão direta e soberanamente responsável pela sua manutenção e aperfeiçoamento permanente", disse.

Ela afirmou ser o tribunal e o Judiciário juízes a serviço do Estado democrático de direito e que também o regime democrático passa por crises, mas que a democracia não está em questão. "Há questões sócio-políticas e financeiras. Mas o direito brasileiro oferece soluções para o quadro apresentado", enfatizou. Cármen Lúcia disse ainda que os cidadãos podem confiar no Judiciário do dever que tem de guardar a Constituição.

Leia aqui a íntegra do pronunciamento da presidente do Supremo.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2018, 17h22

Comentários de leitores

8 comentários

Motivo para ter saudade

antonio gomes silva (Outro)

Ministra Carmem Lúcia:
Tenho saudade de quando os direitos dos cidadãos eram mais respeitados. Tenho saudade de quando o STF era o guardião da Constituição. Tenho saudade de quando os juízes cumpriam as leis, sem fazer malabarismos hermenêuticos que mais denunciam sua parcialidade e preferência política/pessoal. Tenho saudade de quando o CNJ e CNMP coibiam práticas abusivas dos membros do MP e do Judiciário. Saudade de alguns membros do passado que compunham o STF, como Eros Graus e Pelluzo, que não procuravam as luzes dos holofotes como vagalumes e resistiam aos cantos das sereias provenientes da mídia. Ministra Carmem, se a senhora diz não ter saudade de regimes sem direito, por que a vontade de implantar o parlamentarismo sem consultar a população, sem ouvir a voz do povo? Quer dizer que o Judiciário só ouve a voz das ruas quando os interesses coincidem com os de Vossas Excelências?

Todos precisam sair da zona de conforto

Observador.. (Economista)

É cobrado impostos demais do povo sem contrapartida.
Os altos salários e privilégios também já encontram menos e menos pessoas que os defendam.
Muitos se desconectaram, encastelados há anos , da realidade da população.
Vivem no circuito "Palácios/Lisboa/Miami (as vezes NY e outras cidades americanas)" totalmente alijados dos reais acontecimentos e das reais demandas da população.
Vivem no mundo da teoria e da retórica.
A corda está quase rompendo.
Por favor, senhores e senhoras....Acordem!!!

https://super.abril.com.br/sociedade/a-insustentavel-lerdeza-do-judiciario/

https://www.youtube.com/watch?v=WFIN5VfhSZo

https://spotniks.com/so-ha-um-jeito-do-brasil-sair-da-maior-crise-de-sua-historia-e-e-diminuindo-o-tamanho-do-estado/

Salvem o brasil dos bolivarianos

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Realmente. Irretutável, no âmbito do Estado de Direito, pero, no domínio do poder que se auto julgava absoluto houve a apropriação do Estado [Estado-partido], confundindo público com privado - e, agora, ainda tentam se impor como único caminho para melhorar a situação, ainda tentando seduzir com a promessa de um mundo futuro [possível] de justiça [social], paz, igualdade e liberdade, mesmo que na prática tenham implantado [construído] somente a barbárie, a injustiça e a desigualdade.

Os reiterados sinais que muitos fingem ignora: constante demanda por justiça, mas não se respeitam as leis e os juízes; fala-se muito de ética, mas não se a exige de si mesmo. A POLÍCIA sempre é apedrejada, mesmo quando age dentro da lei e no estrito cumprimento do dever legal.

Ademais, com o Estado sequestrado pela mega rede de corrupção que dominou o País, o Poder Judiciário, exceto pelo posição de alguns Juízes, diga-se, criticados impiedosamente por certos juristas, se manteve supremamente alheio a marcha da barbárie.

Enfim, violência incontida e país resignado, covarde, enquanto esses mesmos bárbaros dissimulavam a realidade – clamando nos foros por igualdade, justiça ‘social’, redistribuição de renda, direitos humanos. ...

Até que há uma reação justa contra a derrama tributária que não afeta só uma categoria, mas também todo o País, aí parece que tudo está ameaçado, sobretudo a democracia que se apresentava como a melhor do mundo...

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