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"Urna eletrônica pode desaparecer com a tecnologia blockchain", diz advogada

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Comentários de leitores

4 comentários

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Barchilón, R H (Advogado Autônomo - Civil)

Onde se lê século XX, leia-se XXI.

Faltou dizer ...

Barchilón, R H (Advogado Autônomo - Civil)

O título engana o leitor, gritantemente.
A urna eletrônica a que se referem as colegas é aquela proveniente do novo mecanismo lógico a ser empregado para colher o voto identificado.
Parece ameaça ao status quo, e é, mas em outro sentido, completamente diferente do sugerido.
Esse novo protocolo de rede traz à baila, novamente, questões relacionadas ao início do funcionamento da internet on line.
Na época, a China resolveu enfrentar os novos problemas com uma solução local: reconhecidamente bons em muralhas fronteiriças, construíram o maior firewall do planeta.
As redes ponto-a-ponto ( P2P ) não são novidade. Sofreram incremento exponencial com a débâcle do Napster, passando por diversas modalidades de aplicativos de transferência de arquivos piratas, cujos servidores de índice foram sucessivamente fechados pelas autoridades, até se chegar ao torrent já no século XX: um protocolo de rede em software livre para piratas que nem o criador tinha conseguido aplicação comercial até a chegada do Bitcoin.
A possibilidade de usar a internet de outra forma já pode ser chamada de revolução, dada a veloz disseminação e assimilação dessa mídia.
Essa revolução será inclusiva, no sentido de que tornará tão fácil e comum o exercício pelo cidadão da faculdade de manifestar a sua vontade em voto aberto, que o temor dos arquitetos da nova política passa a ser a banalidade, além do furto de identidade.

Conversas

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Conversei, se não me engano, com uma advogada responsável técnica pelas urnas eleitorais de determinada cidade, em 2012.Ela disse ser possível a ocorrência de fraude.

Muito bom!

Joe Tadashi Montenegro Satow (Delegado de Polícia Federal)

Excelente. A Polícia Federal já teve vários inquéritos sobre fraude em urnas eletrônicas, alguns conclusivos nesse sentido. As urnas eletrônicas não são confiáveis e nenhum país democrático e moderno utiliza tal sistema, por sua vez, a tecnologia blockchain tem demonstrado uma margem de segurança muito maior do que aquela utilizada por nosso Tribunal Superior Eleitoral. É preciso mudar o atual sistema de maneira urgente, eis que verdadeira ameaça ao processo democrático e ao sufrágio.

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