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Prisão revogada

Bretas manda soltar três suspeitos de movimentar valores ilícitos no exterior

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O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, revogou a prisão preventiva de três pessoas suspeitas de integrar um esquema de transações financeiras ilegais no Brasil e no exterior.

Ana Lucia Sampaio, Alexandre Souza Silva e Lino Mazza Filho estavam presos desde 3 de maio e agora terão de cumprir medidas cautelares: ficam proibidos de manter contato com outros investigados e não podem deixar o país sem autorização judicial, devendo entregar os passaportes.

Juiz baseou decisão em "elementos de prova e fortes indícios" obtidos em delação.
Cauê Diniz

Alexandre Souza Silva, que já prestou depoimento, "parece ser apenas um agente que executava serviços de recolhimento e entrega de numerário", segundo Bretas. No dia 14 de maio, a advogada Virgínia Afonso já havia pedido que fosse revogada sua prisão para ele cuidar dos filhos.

Ana Lucia Sampaio tornou-se investigada por ter retirado dinheiro da conta do marido, Claudio Sá, também investigado. A defesa alega que "não houve ato criminoso no saque da conta do cônjuge, mas apenas resgate de valores aplicados".

Bretas considerou que "tal fato não parece forte o suficiente para a manutenção da segregação cautelar, tampouco se mostra como uma obstrução à aplicação da lei penal, pelo menos, por ora".

O doleiro Lino Mazza Filho, além de seguir as mesmas restrições aplicadas aos outros, também terá recolhimento noturno, ou seja, está proibido de sair de casa das 20h às 6h, e o nos dias de folga, finais de semana e feriados. Ele é apontado como responsável por movimentar cerca de US$ 2,5 milhões de forma ilegal.

A defesa do doleiro afirma que ele está com estado de saúde frágil e precisa de acompanhamento médico constante. Também aponta que há intenção de colaborar com as investigações. Por esse motivo, teve a prisão revogada.

Base em delação
A decisão de Bretas tem como base a delação ao Ministério Público do Rio de Janeiro de Vinícius Claret, conhecido como “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, o “Tony”. Na ocasião, eles também relataram que pagaram uma “taxa de proteção” ao advogado criminalista Antonio Figueiredo Basto — que nega a prática.

Souza e Claret foram presos em operação da Polícia Federal, no Uruguai. Eles são apontados como operadores financeiros do esquema do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, e depois da delação foram extraditados e cumprem prisão domiciliar.

Clique aqui para ler a decisão.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2018, 16h25

Comentários de leitores

3 comentários

Prêmios para contraventor de colarinho branco de leis penais

serok (Prestador de Serviço)

I ] - Ficar fora das grades.
II ] - Sem toque de recolher.
III ] - Banhos de sol, a qualquer hora que queira [ desde que ele apareça e / ou queira tomá-lo ].
IV ] - Junto ao convívio familiar [ principalmente nas grandes comemorações ].
V ] - Refeições à la carte, regadas a um bom vinho ou champanhe dependendo da ocasião.
VI ] - Repousar na gostosa cama familiar.
VII ] - Visitar os amigos e /ou receber a visita dos mesmos.
VIII ] - Etc a .....
IX ] - Etc b .....
X ] - Etc n ..... Enfim o principal, aguardando em liberdade mesmo que vigiada, controlada, etc..., porém LIVRE até julgamento final.
PS.
Lamentável, deplorável; então, simplesmente: que seja retirada a venda pois quem usa " Dois pesos, duas medidas ", "" JUSTO '''', não o é ; e que certamente de tal atitude a deusa Thêmis sentiria vergonha, e que não cairia pelo fato de estar sentada.

Trabalho inútil

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Admiro o juiz Bretas e sua equipe, além do MPF e PF, mas é FATO que como todos os casos da Lava Jato no Rio de Janeiro acabam na relatoria de GILMAR MENDES, que está prevento, TODAS as preventivas serão revogadas, todas as nulidades possíveis declaradas e, caso alguém seja condenado em segunda instância, Gilmar concederá liminar para aguardar o trânsito em julgado (vulgo nunca).
.
Deve ser difícil pro juiz Bretas se esforçar tanto sabendo que tudo que faz Gilmar irá desfazer.

Trabalho inútil

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Admiro o juiz Bretas e sua equipe, além do MPF e PF, mas é FATOA

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