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"Daltonismo racial": encarceramento em massa como punição pela raça

Comentários de leitores

9 comentários

Raça?

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Só existe uma raça, a medicina já disse isso e, até o STF já disse isso: a raça humana. O Brasil é país fora do continente africano com maior número de negros e pardos, se tivéssemos uma prisão lotadas de brancos de olhos azuis teríamos um regime de exceção, um apartheid. Outro ponto, que a maioria dessas vítimas negras e pardas tem por algozes negros e pardos, assim ao invés de apontar para uma seletividade do sistema de justiça, deveria se buscar melhorias nesses bairros, lutar pelo fim de deficit habitacional, escola integral, cursos profissionalizantes, formas de lazer ao fim de semana, numa forma de buscar integrar a comunidade, e melhorar o policial preventivo, pois as primeiras providências levam anos para surtir algum efeito. Na cidade de Diadema, depois de tentar todas as alternativas de "direitos humanos", quando a cidade afundou de vez, com empresas de transporte se recusando a entrar na cidade, Mink implantou o toque de recolher, fechou bares, aumentou o policial preventivo e os índices de criminalidade caíram e a cidade voltou a respirar.

Finalizando, [6] - CONJUR, faça o favor de postar tudo.

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

E é um critério ruim mesmo. Qualquer mapeamento genético feito neste país vai chegar à conclusão de que a aparência das pessoas não serve para fins de identificação racial:
__
On the other hand, we expect that any initial admixture association between color and the AIMs will inevitably decay over time because of genetic admixture. It is easy to see how this combination of social forces could produce a population with distinct color groups and yet with similar levels of African ancestry. (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-879X2009001000001)
__

Me abstenho de comentar o resto.
É um artigo cheio de suposições sem a menor prova (aparentemente inclinação ideológica é prova suficiente para alguns) e da mencionada vigarice estatística a qual não imputo à articulista, prima facie.
Isso pra não falar do sentimento de que "a raça das pessoas deve ser reconhecida" para fins particulares, principalmente as políticas de ações afirmativas, quando o que a sociedade mais quer é se livrar de consciência racial.
Enfim, mais um artiguinho pra provar que esses "race baiters" não passam de um bando de despreparados querendo alimentar sentimento racial nas pessoas para fins particulares.

[5]

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

"(...)o Brasil possui uma taxa de aprisionamento muito alta."

Os dados apresentados no Quadro 1 não dizem isso.
Eles dizem que há déficit de vagas, não que a taxa de encarceramento é alta.

-revelando outro grave problema do sistema de Justiça criminal no Brasil, qual seja, os prolongados períodos de prisão provisória.

Provavelmente porque o "processo não acaba", em virtude de um sistema recursal leniente e da morosidade do Judiciário.

***A comprovação da seletividade do sistema de Justiça criminal demonstra-se claramente pela análise da figura acima.

FALSO. Cite a nota de rodapé da fonte que você citou, menina.
Nota de rodapé número 39, constante da página 50 do Censo Penitenciário mencionado: "A CATEGORIA NEGRA INCLUI PRETOS E PARDOS."
Ou seja, é a mesma empulhação que usam para falar da "cor dos homicídios no Brasil": aglutinam pretos e pardos na mesma categoria, chamando essa última de "negros".
Esse procedimento vigarista gera a impressão de que é possível ser "negro" sem ser "preto", ou seja, sendo pardo de outras raças que não a preta.
"Preto" e "negro" também são coisas distintas, por alguma razão nebulosa, embora o senso comum informe que são basicamente termos sinônimos.
A cereja do bolo é o fato de essa classificação ser feita "a olho nu" por funcionário público, conforme a própria articulista criticou.
Se o parâmetro utilizado é tão ruim, por que você se vale dele para fins de sua conclusão?

não costumo fazer isso [4]

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

"Essa “aleatoriedade” na imposição da cor da pele também é produto de um sistema de Justiça criminal branco (...)"
Prova de que o sistema criminal é "branco", "preto", "azul com bolinhas"?
Quanto ao resto dessa parágrafo específico, é importante apontar ao fato de que brancos também são catalogados de modo idêntico quando são suspeitos ou autores de um crime.
Isso não me permite dizer que o "sistema criminal" é de "uma cor ou outra".

-

"(...)é mais cômodo ao juiz justificar uma condenação ao indivíduo pobre, negro e da periferia do que ao estelionatário branco e morador em áreas mais bastadas."

*Você não tem prova desse bias.
Se tem, apresente.

"(...) são o tráfico de drogas e o crime de roubo, delitos intrinsecamente relacionados à condição social e econômica dos seus protagonistas."

Ou seja, você insiste em afirmar que o que vincula as pessoas a esses crimes são fatores sócio-econômicos, mas empurra "raça" pra questão de brinde.
Aliás, lembrete de que pobreza não guarda relação de necessariedade com o crime.

" (...) é importante considerar que o conceito de delinquente sempre foi marcado por um profundo ranço determinista, maniqueísta, de classe e de raça."

Fonte? Mais importante: prova do fato de essa ideologia, em particular, SE EXISTENTE, possuir penetração.
Por exemplo, as bobagens que você escreve nesse artigo são propaladas a torto e a direito, mas não possuem penetração alguma.

Eu não costumo fazer isso, mas [3]

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

"É exatamente nessa indiferença em relação à raça que se deve atentar, porque compreende o desconhecimento quanto à identidade cultural de cada raça e etnia. À medida que não se conhece, facilmente se deturpa e se reproduz um discurso de naturalização das opressões."

Provado por A+B que o que você está defendendo é o retorno da consciência racial como base para suas políticas próprias.
Apenas não reclame quando o feitiço virar contra o feiticeiro.
E desculpe lhe informar que isso é racismo, viu?

"(...) o preenchimento da categoria raça no Boletim de Ocorrência é feito pelo próprio funcionário público. Isso significa dizer que “o recorte cor sugere que alguém só pode ter cor e ser classificado por ela se existir uma ideologia na qual a cor das pessoas tem algum significado, ou seja, no interior de ideologias raciais”"

No mundo real - alheio a bizarrices ideológicas - esse tipo de dado é preenchido para ajudar na identificação da pessoa cujos dados estão sendo inseridos em banco de dados público.
Se se quer identificar suspeito ou investigá-lo, dado importante é saber como a pessoa é.
Se o campo permanece "em branco", é uma informação a menos para as autoridades policiais, o que é indesejável.
A única "ideologia" existente nesse campo em particular é aquela inerente a qualquer atividade policial. E ela encontra paralelo, posteriormente, na prova testemunhal, que vai informar que autor/suspeito de dado ilícito é "assim ou assado".
Sugiro um pouco de senso comum.

Eu não costumo fazer isso, mas.. [2]

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

-É inegável o ranço profundo de um Brasil marcado historicamente por uma tradição escravocrata (...)"
Primeiro: inexiste "tradição escravocrata" no Brasil apenas por falta de instrução das classes menos abastadas em virtude de "classismo". Interseccionalidade é uma falácia gigante.
Segundo: o regime escravocrata no ocidente não era pautado em "bases raciais". O preto era visto como mero estrangeiro cuja situação de penúria se deu com base no direito de conquista e de comércio (bom lembrar que significativa parte dos escravos era obtida através de comércio com líderes tribais africanos, que vendiam prisioneiros de guerra de outras tribos).
O racismo, como construto científico, nasce no século 19, e as doutrinas de supremacia racial (são duas coisas distintas) somente tiveram maior peso a partir do século 20, especialmente com a experiência do nazismo (que, por sinal, generou em cientificismo barato).
O dono de escravos por, ~80% do tempo em que essa prática vigorou no ocidente, não sabia o que era "raça" nos termos correntes, nem o que era "racismo".
Ele sabia que comprou uma "coisa" que foi conquistada, obtida e comercializada, como se fosse um "bem de produção".
Apontar a imoralidade dessa prática não importa em reconhecer "racismo", ao menos nos termos de atualmente. Está-se, então, diante do velho engodo de ler as histórias com a lente dos dias atuais. Se isso é intencional ou não...
" (...)é importante esclarecer que racismo não é a discriminação das pessoas negras, mas a relação de superioridade de uma etnia em detrimento de outra ou outras (...)"
Não seria a relação de superioridade de uma raça sobre outras o gênero do qual a aludida discriminação é espécie?
Aliás, o conceito apresentado é estrito. Estrelinha pra você.

Eu não costumo fazer isso, mas... [1]

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

"(...) identificação do encarceramento em massa como um produto racista."

O encarceramento em massa é resultado da falha de políticas públicas nas áreas da educação e da segurança.
As coisas entram em colapso e o estado recrudesce visando controle social.
Isso não tem nada a ver com "raça", na medida em que os critérios adotados para o recrudescimento não são raciais.

"(...) a negritude é vista e percebida, entretanto, ignorada, olvidada, deixada de lado pelos diversos setores sociais."

A raça das pessoas é sempre vista e percebida, porque é um dado concreto da realidade.
Ela também é ignorada porque de fatos não se derivam regras. Não faz sentido que a humanidade deva agir de um jeito ou de outro porque as foilhas das árvores são verdes.
A ausência de critério objetivo para hierarquizar grupos raciais também impõe a paridade de tratamento.
Então não há nada errado nisso. Considerar a raça das pessoas para fins positivos ou negativos, isso sim passa a ser racismo.

"Ao final, discutir-se-á se é possível falar em (...)"

Falar nisso, nisso e naquilo.
Ou seja, dá a impressão de que a conclusão virá ao final.
O leitor desatento não verá que a articulista já chegou à conclusão nos primeiros parágrafos do texto. Ai ai.

Sério isso?

Isma (Outros)

Texto sem qualquer embasamentos científico. Parece fundamentado apenas no achismo influenciado pelas reportagens ideológicas de alguns jornais globais.

Pesquisa e texto racista?

Sergio Battilani (Advogado Autônomo)

Sem qualquer fundamento científico (?) Meras estatísticas (?) que nada aclaram! Por que os brancos deveriam delinquir mais??? Se fosse encarado apenas o aspecto social/renda, ainda daria para engolir.

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