Consultor Jurídico

Mercado Jurídico

Por Sérgio Rodas

Blogs

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Novos rumos

Sócio-fundador do Souza Cescon abre banca com amigos do Machado Meyer

Após deixar o Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados, escritório que fundou, Luis Antonio de Souza abriu uma nova banca: a Souza, Mello e Torres. Na firma, ele se reuniu com Carlos José Rolim de Mello e Clovis Torres, seus antigos colegas no Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados.

Luís Souza deixou o Souza Cescon — agora chamado Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados — devido à tentativa do escritório de contratar a advogada Esther Flesch. Especialista em compliance, ela foi uma das responsáveis por levar o ex-procurador da República Marcello Miller para o Trench, Rossi, Watanabe, onde os dois negociariam o acordo de leniência da JBS com a Procuradoria-Geral da República. No entanto, após ser revelado que Miller se envolveu no caso antes de deixar o Ministério Público Federal, ambos foram demitidos da banca.

O novo escritório atua nas áreas de project finance, infraestrutura, private equity, fusões e aquisições, mercado de capitais, bancário, societário, antitruste, tributário, contencioso, arbitragem e também nos setores concorrencial, trabalhista e minerário.

À ConJur Souza afirmou que não pretende transformar a firma em um colosso como o Cescon Barrieu. Hoje com 32 advogados, a banca não deve ultrapassar 50 profissionais do Direito, avaliou. Isso porque a intenção é manter um nível superior de atenção aos clientes, especialmente dos sócios. Outra razão, segundo Souza, é que o atual cenário econômico não é mais tão pujante como foi de 2005 a 2013. Assim, há mais altos e baixos e concorrência por clientes.

Duas décadas
Os sócios fundadores Luis Souza, Carlos Mello e Clovis Torres se conhecem há quase 20 anos. Os três tiveram a oportunidade de trabalhar ao mesmo tempo no Machado Meyer.

Ao deixar a banca, em janeiro de 2001, Luis fundou o Souza Cescon. Ficou lá por 17 anos. O advogado destaca-se pela atuação em financiamentos de projetos e infraestrutura. Liderou a reestruturação dos ativos da AES no Brasil, o que resultou na criação da Brasiliana. Estruturou ainda diversos financiamentos e projetos de plataformas, gasodutos, rodovias, aeroportos, portos e de geração de energia e capitalização de companhias industriais, comerciais e financeiras.

Clovis Torres saiu do Machado Meyer, em 2003, para se tornar diretor do Departamento Jurídico Corporativo da Vale, posto que ocupou até 2007. Retornou à companhia em 2011 como consultor-geral e diretor de Integridade Corporativa, responsável pelos setores jurídico, fiscal, governança, integridade, fusões e aquisições e participações. Em 2016, foi elevado à posição de diretor-executivo e consultor-geral da mineradora. Ficou até o início de 2018. No intervalo entre as duas passagens pela Vale, ainda foi vice-presidente da Bahia Mineração.

Torres disse à ConJur que a experiência na Vale e na Bahia Mineração ensinou-lhe a entender a fundo o funcionamento de grandes empresas. O conhecimento mais profundo desse lado comercial lhe possibilitará compreender melhor as necessidades dos clientes, afirma o advogado.

Já Carlos Mello esteve no Machado Meyer por 25 anos, onde atuou nas áreas de fusões e aquisições e private equity. Participou das vendas da área de lácteos da BRF para a Parmalat e da Ipiranga à Ultrapar, além da combinação dos negócios da Farmoquímica com a Divcom (dona da marca Imecap). Antes de associar-se a Luis Souza e Clovis Torres, estava à frente do Rolim de Mello Sociedade de Advogados.

Além dos três, o Souza, Mello e Torres conta com outros seis sócios: Alexandre Simões Pinto, Julio Antonio Nunes Queiroz, Natália Teixeira Rabaça, Felipe Demori Claudino, Fabricio Cardim e Bruno Sartori reforçam o time, que já conta com mais de 40 especialistas.

Bruno Sartori, especialista em Direito Tributário, ressaltou à ConJur a importância que a área tem na estruturação de negócios. Por sua vez, Cardim, de concorrencial e compliance, apontou que as práticas de governança corporativa tiveram sua importância destacada por grandes operações, como a “lava jato”, mas não são uma onda passageira e deverão se tornar comuns nas empresas.

O escritório da Souza, Mello e Torres de São Paulo ficará na avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.355, 16º andar, no Itaim Bibi, zona oeste. No Rio de Janeiro, situa-se na avenida Niemeyer, 2, no Leblon, zona sul.

Topo da página

Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2018, 13h03

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 23/05/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.