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Doação da Odebrecht

PGR denuncia Lula, Palocci e Gleisi por corrupção e lavagem de dinheiro

A Procuradoria-Geral da República denunciou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-presidente Lula, os ex-ministros Antônio Palocci e Paulo Bernardo e o empresário Marcelo Odebrecht pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O anúncio foi feito nessa segunda-feira (30/4).

Segundo a denúncia, a origem dos atos criminosos data de 2010, quando a construtora prometeu ao então presidente Lula, a doação de US$ 40 milhões em troca de decisões políticas que beneficiassem a empresa. As investigações revelaram que a soma, avaliada na época do acerto em R$ 64 milhões, ficou à disposição do PT e foi utilizada em operações como a que beneficiou a senadora na disputa ao governo do Paraná, em 2014.

Apresentada no âmbito da “lava jato”, a denúncia é decorrente de inquérito aberto a partir de delações de executivos da Odebrecht. Na peça, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, diz que, além dos depoimentos dos delatores, a prática dos crimes foi comprovada por documentos apreendidos por ordem judicial, como planilhas e mensagens, além do afastamento de sigilos telefônicos e outras diligências policiais. O caso está nas mãos do ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal.

Palocci, que está preso desde setembro de 2016 e já foi condenado em outro processo envolvendo a empreiteira, fechou recentemente acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. A delação está no Tribunal Regional Federal da 4ª Região para homologação. A PGR é contra acordo desse tipo feito pela PF, tanto que tramita no STF ação do órgão questionando a validade do ato. Para a PGR, a delação só pode ser firmada pelo MP, uma vez que é este órgão que detém o poder de mover ou não a ação penal. O Supremo já começou a julgar o caso. Até o momento, são 6 votos para permitir que delegados firmem delações, mas com limites. O julgamento da ação deve ser retomando ainda  em 2018. Com informações da Assessoria de Imprensa da PGR.

Revista Consultor Jurídico, 1 de maio de 2018, 16h00

Comentários de leitores

1 comentário

Tungar o erário é mais fácil do que roubar doce de criança

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Os suspeitos de sempre em mais uma de suas inúmeras ações de saqueio dos cofres públicos, com o detalhe de que apenas dois estão engaiolados, um deles dizendo-se “perseguido político”, sem ruborizar.
Em qualquer País do mundo, onde haja lei e as instituições funcionem, todos estariam encarcerados. Por aqui, segue-se o ramerrão de sempre com acusados dizendo que vão provar sua inocência, contando que as provas possam ser feitas nos próximos 40 ou 50 anos.
Costuma-se dizer que vivemos em plena democracia e que as nossas instituições funcionam, o que é vergastado impiedosamente pelos fatos: os acusados, mesmo encarcerados, continuam delinquindo, mostrando e desafiando as leis e os Juízos e Tribunais, a Polícia e o Ministério Público.
Está mais do que na hora de a Justiça parar de tratar esses delinquentes como uma espécie em extinção, é preciso agir para por cobro a esses abusos, afastando-os de seus cargos, onde exercem poder incontrastável, e tirando-os de circulação de forma enérgica e veloz, como provou que é possível o pranteado Ministro Teori Zavascki. Não há que se ter contemplação com esse tipo de gente, que ascendeu na escala social e teve a opção de viver uma vida digna e honesta, mas optou aceleradamente pelo crime.!
Outro aspecto a ser considerado é a facilidade com que se rouba no Brasil: não há controle, não há limites. Apura-se agora desvios e surrupios ocorridos há mais de vinte anos, a significar que os meliantes da política usufruíram nababescamente de suas práticas corruptas e desonestas. Roubar o Erário é mais fácil do que roubar doce de criança. Todo esse contexto comprova que o País está abandonado, que não há governo, que as instituições não funcionam e que é preciso mudar, mudar a galope, já e agora. Precisamos salvar o Brasil!

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