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Obra Suprema

"Tenho a sensação de que se passaram 50 anos em 5", diz Barroso sobre tempo no STF

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“Tenho a sensação de que se passaram 50 anos em 5.” Foi assim, parafraseando o lema do governo do presidente Juscelino Kubitschek, que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, resumiu seu tempo na corte.

"É um experiência gratificante, vida intensa que me proporciona a possibilidade de servir ao país sem nenhum outro interesse de fazer um lugar melhor e maior", disse Barroso sobre seu tempo no Supremo.
Nelson Jr./SCO/STF

Nesta quarta-feira (20/6), ele participou do lançamento do livro 5 anos de Supremo, feito em sua homenagem por assessores do gabinete. O livro foi organizado por Renata Saraiva, chefe de gabinete do ministro e assessora dele desde os tempos de advocacia.

“Meus assessores se reuniam nestes anos sem que eu tivesse a mínima ideia. É um experiência gratificante, vida intensa que me proporciona a possibilidade de servir ao país sem nenhum outro interesse de fazer um lugar melhor e maior”, disse.

Escrita por Renata Saraiva, Aline Osório, Estevão Gomes e Rafael Gaia Edais Pepe, a obra traz histórias de todos os assessores e juízes que participaram da vida do ministro desde 26 de junho de 2013, quando ele entrou para o Supremo. O livro está dividido em três capítulos, que relembram casos emblemáticos em que Barroso atuou, além de assuntos ligados à constitucionalização dos ramos do Direito e às mudanças institucionais na corte.

O prefácio é assinado pelo ministro aposentado Ayres Britto, antecessor de Barroso. “É fácil demais prefaciar um livro em homenagem a Barroso, um exemplo de amigo e magistrado. Tudo que ele faz é com lonjura e profundidade, é um cara totalmente do bem, de coração bom”, disse, emocionado.

Além de Britto, participaram do evento em Brasília os ministros do Supremo, o ministro aposentado Sepúlveda Pertence, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, advogados e juristas.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de junho de 2018, 11h57

Comentários de leitores

9 comentários

STF, a independência do Judiciário, uma tentativa

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

É assombroso verificar nas redes sociais como o STF tornou-se o "pivô" da polarização que surgiu no País nos últimos tempos. Essa polarização sempre existiu e sempre existirá, mas em determinados momentos de nossa História entra em confronto, o que sempre deixa marcas profundas nos dois lados, até porque, aqui no Brasil, familiares e amigos queridos sempre fazem parte do outro "polo". Justamente aqueles Ministros mais voltados ao interesse público, que eu entendo como "denominador comum" de múltiplas aspirações, vêm sendo "cobrados" por grupos e pessoas politizadas bem conhecidos. Infelizmente, há Ministros que, cada vez mais, "mostram a que vieram" em termos ideológicos, não querendo nem disfarçar seus compromissos políticos. Não somos ingênuos, ninguém irá "Converter-se". Se existe um "fórum" onde essas polarizações bem brasileiras, bem irracionais, podem ser debatidas com racionalidade e chegar a soluções razoáveis é no Poder Judiciário, que, para tanto, tem todo o conhecimento, a técnica e a prática. Só falta ter o ânimo de conciliar.E que essa "dinâmica" seja permanente em prol de um consenso de senso de Justiça.

Parabéns, ministro barroso!

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Não li essa obra e já gostei dela, a partir das críticas formuladas por detratores empedernidos e desinformados.
Barroso honra a Suprema Corte, com uma atuação desassombrada, combatendo aqueles que se valem de cargos para favorecer a prática de crimes, de roubos e de toda sorte de ilicitudes.
Vale lembrar que o STF ficou 50 (cinquenta anos) sem condenar um único político, enquanto o mar de lama envolvia Brasília.
Nunca, durante todo esse tempo, se viu qualquer crítica ao desempenho complacente e autista de seus integrantes, de modo que essa reação de agora, extemporânea e entusiasta da corrupção e dos corruptos, destoa dos anseios da nacionalidade.
Com efeito, não se vê marchas em prol de bandidagem que infesta a vida pública nacional. Ao contrário, a população clama pelo respeito às leis e à Constituição, pela punição dos que violam e desafiam as leis do País.
Por isso, eminente Ministro Barroso, entenda que a reação injusta e arbitrária ao trabalho, é uma afronta ao que pensa o povo brasileiro e os que lutam por um País melhor e decente.
Prossiga na sua luta e no bom combate. Essas facções que lutam pela defesa exclusiva de seus interesses serão varridas da vida nacional, mais cedo ou mais tarde.

Eu envelheci 50 anos nos últimos 5 anos

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

E penso que o Ministro Barroso também segue outra frase famosa de Juscelino "não tenho compromisso com o erro". Eu não acho que a Ministra Cármen Lúcia tenha uma predileção pela elite, muito pelo contrário.Acho que alguém que acusa outra pessoa de "ambiguidade tendenciosa" está sendo ambíguo e tendencioso. Desconheço ameaças do Ministro Fux de anular eleições, mas, dadas as atuais circunstâncias, se ele anular, eu apoiaria. E vai saber o que significa "estilo caveirão". É cada uma ... Há algum tempo, vêm sendo prolatadas leis no Brasil que, impressas, o papel não serve nem para limpar a b. Alguns exemplos do interesse público hoje no Brasil : prisão após decisão da segunda instância, garantia da liberdade de expressão sem censura prévia e outros.

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