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Desejo de unificar

Sistema de processo eletrônico do TRF-4 é o preferido, segundo pesquisa do CJF

A maioria das pessoas que usam os sistemas judiciais eletrônicos da Justiça Federal preferem o e-Proc, sistema inteiramente desenvolvido por funcionários do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O dado é de pesquisa feita pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) em todo o país. Participaram magistrados, servidores, advogados, promotores, partes e outros interessados no tema, sendo ao todo 10.598 entrevistados. 

Unificação de sistemas de processo eletrônico é preferência de quase todos os 10,5 mil consultados pelo CJF, e maioria deles prefere o e-Proc, sistema do TRF-4.

A pesquisa aponta que 90% querem um sistema unificado para toda a Justiça Federal e o preferido foi o e-Proc, com índice de 46,3%. Logo depois veio o PJe, com 31,8%. É uma informação relevante, já que a maioria da Justiça Federal usa o PJe, sistema terceirizado, encomendado pelo Conselho Nacional de Justiça, mas os cinco TRFs hoje convivem com diversos sistemas de processo eletrônico.

Outro quesito avaliado se refere à qualidade das duas ferramentas mais utilizadas, sendo que o índice de funcionalidade (redução de despesas, possibilidade de trabalho remoto, padronização de rotinas, transparência na prática de atos judiciais etc.) ficou em 74% e o de usabilidade (facilidade de peticionamento à distância, disponibilidade, estabilidade, pesquisa de jurisprudência etc.), em 58%.

Clique aqui para ler a pesquisa 

Revista Consultor Jurídico, 21 de junho de 2018, 20h00

Comentários de leitores

3 comentários

Sistema unificado

Paulo Cesar Flaminio (Advogado Autônomo)

Num país onde não se unifica nem o RG (abreviatura de Registro Geral), imagine se irão unificar as dezenas de sistemas de processos eletrônicos. Assim, os advogados, juízes e demais usuários, continuarão a ter de manter três ou quatro navegadores, dois ou três sistemas de assinadores digitais, duas ou mais versões do java, und so weiter. Mas os responsáveis pelas regras, (do CNJ), os quais reconhecidamente não entendem nada de processo digital, continuam ditando as regras, como se especialistas fossem. E a anarquia continua imperando. Salve-se quem puder.

Incomparáveis - mil vivas ao eProc!

L.F.Vargas, LL.M. (Advogado Assalariado - Tributária)

Há de se averiguar a metodologia para os índices da matéria. O e-Proc, por ora, é conhecido apenas pelos usuários da Justiça Federal da região sul (sua adoção ainda é incipiente junto ao TJRS e ao TJSC), enquanto o PJe está (tristemente) disseminado, de modo que sua (dis)funcionalidade é encoberta pelo manto da familiaridade.
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Creio eu que, se o e-Proc do TRF4 fosse já nacionalmente utilizado, a preferência por ele se consolidaria em margem infinitamente superior. O sistema é por certo mais estável, versátil e acessível aos usuários.
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Ao contrário dos infindáveis treinamentos para operação do PJe, insuficientes para superar a desconfiança em sua infraestrutura, qualquer usuário habitual de computador pode ser habilitado a operar o eProc com poucos minutos de instrução básica, seja qual for a configuração de sua máquina, sem restrições de navegador ou maiores exigências de suplementos. Outro universo, quando se recorda a burocracia eletrônica para a operação do PJe-raiz.
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Sem falar nos benefícios financeiros para o Estado, com o licenciamento gratuito do software pelo competentíssimo tribunal de Porto Alegre.

TRF4

Igor Moreira (Servidor)

Todos os Tribunais do país deveriam ser integrados e utilizar o E-PROC.

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