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Comentários de leitores

6 comentários

Olha a questão de concurso público

Bellbird (Funcionário público)

Se um médico fizer um concurso para agente administrativo da secretaria de saúde, ainda que médico, não poderá exercer a atividade de médico, pois fez concurso para agente administrativo.

Vc é aquilo para o qual fez o concurso.
Nem mais, nem menos.

Sociólogo

Bellbird (Funcionário público)

Tipo Michel Misse que fez o livro imparcial da FENAPEF?
Ah, tá.

Carreira única II

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Um projeto de polícia coeso, deve contemplar, também, os peritos essenciais ao desenvolvimento dos trabalhos em carreira paralela e com possibilidades nos escalões mais altos, e, em paridade, como é na Polícia Federal. A transposição de cargos deve se dar por concurso interno, dando opções nos degraus para cargos operacionais e cargos voltados para investigação. Como disse os peritos devem compor as equipes investigativas que atendam local de crimes, trabalhar em harmonia. O cargo de delegado ou o nome que se dê, deve sim continuar exigindo formação em direito, pois isso ajuda na persecução penal, na própria investigação, ainda mais num país em que os especialistas em segurança pública e em polícia não são e nunca foram policiais, emitem pareceres, como uso de algema, sem nunca terem enfrentado situação de supressão de liberdade, escrevem bobagens homéricas do tipo grande aparato policial para prender fulano, desconhecendo teoria do desestimulo, tanto o é que a PF é a polícia que meno mata no Brasil, outras atrocidades, quando o FFAA identificaram moradores do morro, ação de inteligência, falaram em etiquetamento, e outras bobagens. Outro ponto é a disparidade de vencimentos, sejamos honestos, a nossa responsabilidade, Delegado, é muito maior, mais em alguns Estados chega ser vergonhoso. O Delegado de Polícia é carreira jurídica sim, mas também é carreira policial. E, embora, não pertençamos ao seleto clube os constitucionalmente essenciais à justiça, ninguém a faz sem a polícia, não existem imposição do rei sem o seu exército. Somos uma carreira típica de Estado desprestigiada em razão de um ranço da ditadura militar, que se não fosse militar seria do proletariado. Uma reforma urge.

Carreira única

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Preliminarmente, o nó górdio da questão é a unificação da polícia. Um só chefe, um só DRH, um só almoxarifado, uma única academia, uma única estrutura, sinônimo de economia e eficiência. No tocante a carreira única, acredito que ela virá com o tempo, não é de toda má nem de toda boa. Muitos acreditam que todos serão chefes de polícia, ou delegados, de-se o nome que quiser, mas não será assim, Uma imensa maioria continuará exatamente onde está, seja por falta de aptidão, sejam por outros motivos. O que deve reinar é a meritocracia. O FBI tem sim outras carreiras, e nem todos chegam a agente especial com possibilidade de chefiar investigações, apenas os mais talentosos. Mas nosso parâmetro, não necessita ser obrigatoriamente modelos estrangeiros, mas sim o que podemos melhorar. Há uma critica, aqui, nesta página a concurseiros e ela é verdadeira. Muitos chegam ao cargo de delegado com a esperança de continuar estudando e atingir cargos mais altos, com isto se tornam delegados medíocres, frustrados, infelizes. Outros acreditam que o trabalho do delegado deve ser par a passo idêntico do juiz. outro equivoco. guardada a obrigação de ser imparcial e a necessidade de analisar condutas, nossa tarefa é diametralmente oposta. O Delegado deve dirigir a investigação, deve despachar ordens, etc, mas também deve ir as ruas, deve estar presentes nas ações mais importantes, deve fiscalizar o trabalhos dos outros policiais e, aí, me curvo a um argumento, como fiscalizar sem nenhum experiência? Como fiscalizar se, muitas vezes é o primeiro emprego do indivíduo? Não vou entrar nas mazelas do judiciário ou do MP, em que pese já ter sido vítima de absurdos resultantes do mesmo problema, falta de experiência ou de vida.

Visão imparcial?

geraldo-veras (Investigador)

O delegado autor do opinativo, apesar de cobrar imparcialidade no tratamento do tema, apenas reverbera a própria visão da classe da qual faz parte. Comparar agentes políticos (juízes e promotores) com servidores públicos comuns (policiais)?? Em que país do mundo existe “carreira única” para magistratura e ministério público? Nenhum. Em que país no mundo existe carreira única para a atividade fim da polícia? Garanto que mais de 90%. Então nao me venha com esse estratagema de comparar delegados com juízes e promotores, apesar de ser o sonho de vocês. Lembrando que magistratura, MP e advocacia (pública e privada) são atividades essenciais ao funcionamento da justiça, mas a função “jurídica” de delegado não. Outra alegoria: dizer que no FBI existem mais de 10 carreiras. Estamos falando da atividade fim: INVESTIGAÇÃO. E lá só existe uma: special agent. Nesse sentido nas próprias polícias judiciárias nacionais também existem carreiras internas que não praticam atividade de investigação, a exemplo dos quadros administrativos. Ademais, falando de hierarquia, a comparação com a PRF diz respeito justamente a isso, pois possui carreira única e essa característica necessária dentro de uma estrutura policial não resta prejudicada. Pelo contrário, basta analisar os índices de eficiência entre as duas instituições para ver quem tem dado um retorno maior para a sociedade. Então não venha defender seu interesse corporativo travestido de “visão imparcial e técnica”. Se não é possível encontrar tal visão imparcial na opinião de agentes e escrivães, aceite a opinião especializada de sociólogos e varios outros especialistas em segurança pública que constantemente falam acerca do tema. Ah, e a propósito, a PM caminha para uma carreira única no mesmo sentido.

Hierarquia & disciplina

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O monopólio do exercício da violência, exclusivo do Estado, no Estado moderno, exige que a Instituição Policial, representada pelos policiais que a integram, exteriorize o poder do Estado com eficiência e eficácia, assim como o efetivo cumprimento da disciplina sob pena de quebrar-se o princípio da autoridade e o próprio fundamento do Estado.

Assim, atividades como a policial, somente podem desenvolver-se com eficiência e eficácia, num sistema fortemente hierarquizado, com subordinação mais rigorosa, justamente em função de seus membros manifestarem a vontade do Estado direta e imediatamente. Por isso, o poder de mando se faz mais intenso nos órgãos operacionais, acentuando-se mais ainda o correlativo dever de obediência, de forma que suas atividades tenham a maior transparência possível para que haja o devido controle social e hierárquico.

Ademais, no exercício da atividade policial é imperativo não só um saber técnico instrumental, como resultado de estudos, práticas, experiências pessoais e coletivas e de conhecimentos sistematizados na aplicação do direito penal e processual penal, mas também e principalmente ações, condutas determinadas pela lei com vistas ao interesse público e destinada a prover a segurança da comunidade, a proteção dos cidadãos e a promoção de uma sociedade mais justa, humana e solidária, orientada pelos valores da paz, bem-estar econômico, dignidade humana e equilíbrio ecológico.

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