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Segunda Leitura

Abandono da segurança pública cobra preço muito caro da sociedade

Comentários de leitores

5 comentários

Polícia estadual

Sargento Brasil (Policial Militar)

O país se dá ao luxo de possuir duas polícias em cada estado, sem contar as guardas municipais. cada uma com um comando e regime diferente. Vemos no caso específico do RJ, que tentam unificar os comandos com intervenção das Forças Armadas. Isto mais do que claro, mostra que é necessário uma única polícia, com informações recíprocas e imediatas, formação de ambas na mesma doutrina, pois, a doutrina falida de que uma é formada para o policiamento ostensivo e outra para o velado, não é eficiente e há muito ultrapassada. Uma polícia militar ostensiva sem uma matéria investigativa e uma polícia civil sem conhecer o controle de multidões. Uma dicotomia que só divide forças, sendo que hoje, ambas as polícias estão uniformizadas ostensivamente. (como é o caso do Estado de São Paulo e outros estados, que o polic ial é caracterizado pelo ''carimbo'' nas costas: POLÍCIA), que de maneira ostensiva fazem ''verdadeiros desfiles'' de viaturas para que a mídia mostre o que a polícia está fazendo, quais caminhos toma, é nada mais que um alerta aos bandidos evitem passar por elas. (lembro que nos veículos modernos que tomam de assalto, possuem tv interna que possibilita a informação imediata). São policiais que são divisados de pronto pelo delinquente. Precisamos uma polícia que surpreenda o criminoso e não uma que é surpreendida por eles. Temos que separar a polícia da política propagandista. Uma única, com formação e doutrina análoga, com uma única cadeia de comando e planejamento, que hoje causa duplicidade, inclusive de despesas, pois, adquire materiais desde comunicação, bélico, locomoção e até de papéis. A unificação causaria uma economia acentuada, diminuindo o número de viaturas abandonadas (sem conserto) e proporcionando melhor salário aos policiais. Pensem

Profundo conhecedor

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

O professor se mostrou um profundo conhecedor dos problemas da Polícia.. "Especialistas" em segurança através do poder Político nos impõe sua técnica e quando falha a culpa é nossa. OAB, promotores e juízes se reúnem convidam um outros daquela ou dessa faculdade, deliberam sobre algemas, número de disparos necessários para cessar a agressão, e, agora, pasmem, até sobre inteligência, sem ao menos consultar que faz isso todos os dias. Tudo bem fundamentado em filosofia, sociologia moderna, iluminismo e cientistas alemães e italianos. Isso leva a um fiasco atrás do outro.

Magistral

Jose Carlos Garcia (Advogado Autônomo)

Mais um dos profícuos textos do Professor Vladimir Passo que tão bem denuncia a situação crítica em que se encontra a Polícia Civil em todos os estados da federação. Sem uma estrutura adequada é impossível responder à demanda social no combate à criminalidade.

O articulista demonstra claramente que quem paga o preço da omissão do estado em investir na Segurança Pública é, como sempre, a sociedade.

o caos na segurança pública é culpa da esquerda

daniel (Outros - Administrativa)

afinal, a esquerda transformou o bandido em vítima da sociedade e destruiu os valores sociais tradicionais, trazendo o caos. E em face disso perdemos o controle social e para combater isso é preciso de mais leis penais, o que é paradoxal, como é a esquerda.

Promoção da anomia

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

602.960
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/06/602960.shtml

O Estado pode ser imenso [como o é o Estado brasileiro], ‘protagonista econômico numa ampla gama de funções e atividades, porém demonstra ser incapaz, absolutamente incapaz de atender às suas funções básicas e, singelamente de cumprir e fazer cumprir a lei.
Porém, em matéria de Estado - Mises (Ludwig von Mises – 1881-1973, economista e filósofo) nos faz uma advertência em Ação Humana (Human Action ):

“A sociedade não pode existir sem que a maioria das pessoas esteja disposta a impedir, pela ameaça ou pela ação violenta, que minorias venham a destruir a ordem social. Este poder é atribuído ao Estado ou ao governo”.

“O Estado ou o governo é o aparato social de compulsão e coerção. Tem o monopólio da ação violenta. Nenhum indivíduo tem o direito de usar violência ou ameaça de violência se o governo não o investir nesse direito”.

“O Estado é essencialmente uma instituição para a preservação de relações pacíficas entre os homens. Não obstante, para preservar a paz, deve estar preparado para reprimir as tentativas de violação da paz”.
http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=44
O resto é coisa de ROUSSEAU V. HOBBES. O primeiro vê o homem como um “bom/nobre selvagem”; HOBBES nos legou uma análise, perfeitamente configurada em nossos gloriosos tempos no que tange a violência e até aos ‘incentivos à violência’ com uma visão menos enaltecedora do homem - ‘sórdido, brutal’ – ‘homem lobo do homem’. Nossa escolha, obviamente foi por Rousseau. Aí a tragédia.

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