Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Movimento 133

Advogados paulistas lançam manifesto pela valorização da classe

Um grupo de advogados paulistas lançou, nesta segunda-feira (4/6), um movimento que visa recuperar a importância da profissão para a democracia do país. O Movimento 133 surgiu em referência ao artigo da Constituição Federal que estabelece o advogado como indispensável à administração da Justiça.

Apoiado por cerca de 300 profissionais, o movimento destaca dois problemas centrais: a perda de protagonismo da advocacia, justamente no momento em que as instituições estão sendo remodeladas a partir do campo jurídico, e as crescentes dificuldades impostas ao livre exercício da profissão.

O grupo também pretende levantar o debate de maior transparência na Ordem dos Advogados do Brasil, devido às eleições de novembro para as diretorias das seccionais (estadual) e subseções (regionais). E faz críticas ao "continuísmo e falta de transparência" na gestão da OAB-SP, controlada pelo mesmo grupo há 15 anos.

À frente do movimento, o advogado e ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo Leonardo Sica afirmou que "o M133 surge como espaço de renovação, inovação e recuperação da relevância da advocacia e sua instituição".

"Queremos valorizar o papel da advocacia na administração da Justiça e na cidadania. Estamos convidando a advocacia para debater ideias e participar dessa mudança, por enquanto pela página, que vai colher frases, depoimentos, propostas”, explicou o advogado.

Veja alguns membros do Movimento 133:
Leonardo Sica, ex-presidente da Aasp (Associação dos Advogados de São Paulo); Eunice Prudente, professora da USP e presidente do Conselho de Transparência da Administração Pública; Fábio Ferreira de Oliveira, ex-presidente da Aasp e ex-conselheiro da OAB-SP; José Rogério Cruz e Tucci, ex-presidente da Aasp e ex-diretor da Faculdade de Direito da USP; Ronaldo Lemos, do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade); Marcos Fuchs, diretor do Instituto ProBono e do Conectas Direitos Humanos; Clito Fornaciari Júnior, ex-presidente da Aasp e ex-conselheiro da OAB-SP; Eleonora Coelho, secretária-geral do CAM CCBC (Centro de Arbitragem e Mediação) e do grupo Mulheres do Brasil; Julio César Brandão, ex-presidente da OAB de Marília; Luiz Roberto Martins Castro, do IBDD (Instituto Brasileiro de Direito Desportivo); Ana Marcato, do grupo Mulheres no Processo Civil; Alexandre Tadeu Navarro, do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo); Alexandre Bolano, ex-secretário de Governo do Município de Araras; Helton Simonceli, coordenador da Unisalesiano, Araçatuba; Andrea Mustafa, primeira mulher presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto; Ana Rita Pretaroli, da AIDA Brasil (Associação Internacional de Direito de Seguros); João Brandão Aguirre, presidente do IBDFam/SP (Instituto Brasileiro de Direito de Família); Joanilson Barbosa dos Santos, ex-presidente da OAB de Sertãozinho; Felippo Scolari Neto, ex-presidente do Movimento dos Advogados de Defesa dos Credores do Poder Público; Erik Fontenelle Nybo, diretor da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs); Ricardo de Carvalho Aprigliano, secretário-geral do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Processual); Mônica Rosemberg e Gabriel Miceli, líderes RAPS 2018 (Rede de ação política pela sustentabilidade); Célia Zapparolli, do Foname (Fórum Nacional de Mediação); Daniel Leon Bialski, advogado criminalista e presidente da Hebraica; Walter Xavier da Cunha, presidente da Associação de Advogados de São José dos Campos; Ricardo Volpon e Gustavo Defina, de Ribeirão Preto; Anderson Pomini, ex-secretário municipal dos Negócios Jurídicos de São Paulo; e os professores Patrícia Vanzolini, Flávio Tartuce, Ligia Maura Costa, Daniel Amorim Assumpção Neves, Antonio Rodrigues de Freitas Jr., Glauter Del Nero, José Fernando Simão, Helton Simonceli, Victor Stuchi e Camilo Zufelato, dentre outros.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2018, 11h30

Comentários de leitores

6 comentários

Melhor

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Se quisermos ...

Ninguém valoriza quem não se valoriza!

Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)

Se queremos que a advocacia seja uma classe valorizada, necessário exigirmos, de todos os advogados, um mínimo de classe.
Não me faltam exemplos, na prática advocatícia, de patrocinadores da parte adversa ocultarem ou alterarem provas, advogarem contra texto expresso de lei, lançarem seus clientes em aventuras jurídicas, dificultarem acordos, aceitarem ações sem qualquer chance de êxito, peticionarem em prejuízo a direito de um dos clientes quando representam vários etc.

Enfim...

LunaLuchetta (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Parabéns nobres colegas.
Este é o movimento que a Classe estava esperando; que a Classe necessita; que a Advocacia exige, para voltar ao patamar que frequentava...
A OAB sp, a CAASP e a OABPrev, devem ser dirigidas por quem lá esteja para trabalhar pela Classe e... nada mais.
Chega de ser dirigida por quem só pretende as benesses do cargo e, principalmente, se projetar pessoalmente.
Só assim teremos uma OAB/CAASP/OABPrev altiva, respeitada pois lutando pelos ADVOGADOS e se preocupando só com eles.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 12/06/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.