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"Tormento emotivo"

Japonês da Federal conta estratégias que foram usadas para conseguir delações

Comentários de leitores

11 comentários

Quem teme a verdade?

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Quanto mais informação, melhor. O homem teve relação com os fatos e não é possível desprezar, a priori, o que ele tem a dizer sobre eles.
A propósito, não li no artigo nenhuma afirmação quanto à utilização de tortura.

Propaganda

JB (Outros)

Esse japonês pensa em entrar para a política partidária e ser candidato a um cargo, não seria já uma campanha antecipada.

Delações. O futuro descortinará verdades.

Almeidão (Agente da Polícia Federal)

No futuro saberemos mais sobre os mecanismos de delação. Claro, nem todos estavam presos, muitos já tinham conseguido álvaras de soltura ou expirou o tempo da temporária. A estratégia da Odebrecht para livrar o Emílio Odebrecht de qualquer prisão, assim como diretores inflou delações, muitas sem provas, somente pelo medo/pânico de ficar na prisão, agregado a mudança de entendimento sobre a prisão em segunda instância no STF, acompanhada por todos os tribunais, inclusive o STJ.

Faltou dizer na reportagem...mas não pode ser esquecido

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

A reportagem, que atribui tanto valor informativo ao livro baseado no depoimento de Newton Ishii, deveria ter dado uma notícia indispensável: ele filiou-se ao PEN, partido político também conhecido hoje como Patriota, e atualmente dirige seu diretório no Paraná.
Ocorre que, até pouco tempo, o Patriota era o partido de filiação de Jair Messias Bolsonaro, o único candidato a presidente da República que se mostra leniente com a tortura, defende renomados torturadores e, hoje mesmo, sustenta na imprensa a tese já desmoralizada do suicídio de Vladimir Herzog por enforcamento.
Assim é o ex-agente federal utilizado como "fonte" (confiável e única) para implantar a ideia - que nasce não menos desmoralizada - de que houve "tormento psicológico" na carceragem da PF...
Bizarro é que os possíveis "atormentados" até agora nada tenham dito de diferente do ABISMO DE CULPA que se apresentou a eles diante das provas realizadas em buscas e apreensões...sendo que houve casos (como ficou público no depoimento prestado em juízo por Palocci) de oferecimento da colaboração premiada.

Uso de tortura para persecução penal

MARCELLUS G. GERASSI PARENTE (Bacharel)

Marcos Alves Pintar foi preciso em seu comentário

A vontade de se punir quem comete o mais atroz dos crimes, que é a corrupção advinda do peculato, com dinheiro público, não pode ser suplantada pelo energúmeno saltar dos preceitos legais constituídos. Os fins, NUNCA, justificando os meios, especialmente em direito.

De outra parte, este Sr. Ishii, também ele tem contas a serem acertadas com a Justiça, o que traz à baila, o pensamento do filósofo Sebastião Rodrigues Maia, cujo atuava pelo heteronômio de Tim Maia assevera com propriedade : “No Brasil, prostituta se apaixona, traficante cheira, cafetão tem ciúme”. Pobre Brasil.

Campo de concentração

O IDEÓLOGO (Outros)

Deveriam colocar os delatores em campos de concentração, especialmente construídos na Amazônia Oriental.

Papel aceita tudo

DPF Falcão - apos (Delegado de Polícia Federal)

Impressionante como se escreve sobre tudo e todos, sem precisar comprovar nada.

Este

Bellbird (Funcionário público)

Não seria o japonês que foi preso?

Sério este artigo?
Estamos perdidos.
Este Brasil não tem jeito.

Delírio do japonês: vale tudo para arruinar a Lava-Jato

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Newton Ishii foi carcereiro-chefe da PF em Curitiba e, como tal, fez a condução de muitos presos na operação Lava-Jato.
Com esse enquadramento, era servidor lotado na hierarquia média, similar ao nível de agente.
As informações transcritas na reportagem, que se baseia só no texto do livro - e é mesmo uma propaganda para sua venda, tanto que o oferece ao final - contêm relatos inverossímeis, cujo conhecimento nem estava ao alcance do carcereiro, pois tratam do comportamento sob a óptica da Psicologia.
Se as histórias de Ishii se passassem em um presídio comum, com presos comuns, seriam histórias extremamente pobres, tanto do ponto de vista do enredo como do observador, pois - na verdade - os acontecimentos que lá ocorrem são muito mais ricos.
Ishii fez um relato colocando-se como personagem de cenas policiais e jurídicas que mal entende, pois não as decifra nem penetra no seu âmago, possivelmente por busca de projeção, pois chegou a filiar-se a um partido e pretendia concorrer nas eleições deste ano.
Na verdade, o papel do carcereiro Ishii foi acidental, explorado como folclore pela repetição da cena de conduzir pessoas antes tidas como probas, de tal modo que ensejou a composição de uma marchinha e multiplicou-se em outras brincadeiras sobre os costumes do nosso país.
Tudo o que se quiser extrair de seu relato, que vá além das "sandálias" (que era o que conhecia), faz parte de um jogo de cena antigo, insistente, que tem seus adeptos e não consegue disfarçar a campanha malévola contra os que dirigem a operação Lava-Jato, que são os investigadores e delegados da PF, o MPF e os juízes federais que se têm debruçado sobre esse escândalo.
A história de Iishi fica como mais uma "narrativa" de quem quer aproveitar-se dela, mas só encontrará o esquecimento.

Tortura

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A notícia, se verdadeira, indica a utilização da tortura como forma de tratamento aos acusados, gerando em via de consequência a nulidade absoluta de todos os processos correlatos.

parece que há muita coisa aí

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Será que meu faro está ruim, ou há muita coisa por debaixo dessa obra literária? Talvez um HC no Supremos com base em tortura e anulação de toda a investigação, libertando todos os corruptos, determinando à Petrobrás que devolva o dinheiro apreendido que lhe foi repassado e, por fim, prenda os policiais, promotores e juízes, para que não violem mais os direitos humanos. Sem contar, uma pseuda confissão de tortura, se é que o livro disse isso mesmo.

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