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Desafogando o Judiciário

TJ-RJ faz parceria com companhia de gás para reduzir ações judiciais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a companhia de gás Ceg desenvolveram uma parceria pioneira no Brasil para atender os funcionários da empresa, dando orientação e acompanhamento para solucionar conflitos particulares sem precisar de ações judiciais.

O atendimento do projeto Jurídico na Mediação é feito pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJ-RJ, e o Departamento Jurídico da companhia.

A parceria começou em 2015, com o treinamento dos advogados da Ceg, atividades para apresentar aos funcionários os métodos e os benefícios da mediação e palestras com o desembargador César Cury, presidente do Nupemec.

Desde agosto de 2016, quando os serviços passaram a ser prestados, até dezembro de 2017, já foram feitos 46 atendimentos, evitando novos processos e difundindo práticas de conciliação entre os trabalhadores. Nesse período, 42% dos casos chegaram a um acordo em questões cíveis, criminais, do consumidor, de família, vizinhança e tributária.

De acordo com a diretora jurídica da Ceg, Kátia Junqueira, a iniciativa tem trazido uma série de ganhos para a companhia. Inicialmente desconfiados, os funcionários aprovaram a ideia e passaram a persuadir os amigos a buscarem essa forma de auxílio. Ela afirma que, com os conflitos solucionados, os trabalhadores rendem melhor e mudam a imagem da empresa.

“O benefício institucional da parceria tem sido enorme. O projeto só tem vantagens. A gente humanizou o departamento jurídico, criando uma imagem de auxílio e orientação. A expectativa é que a parceria difunda a prática da mediação no Brasil e ajude ainda mais os funcionários”, disse Kátia.

Coordenadora do Nupemec, Cláudia Ferreira destacou o valor de aprendizado do projeto. De acordo com ela, a parceria reformou a imagem da empresa e tem evidenciado os benefícios da conciliação.

“Além de valorizar a empresa e criar um ambiente de trabalho melhor, a parceria tem mostrado o valor e a importância da mediação. A gente espera que cada vez mais a conciliação seja a primeira opção das pessoas para a solução dos conflitos, em vez da judicialização”, avaliou. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2018, 12h14

Comentários de leitores

1 comentário

Inconstitucional

O IDEÓLOGO (Outros)

Marca, profundamente, o comportamento do TJRJ, a inconstitucionalidade.
O Senhor Felipe Santa Cruz deve, como representante máximo da OAB, procurar o CNJ.

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