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Passo a passo

Janot depõe à PF em investigação sobre bastidores da delação da JBS

O subprocurador-geral da República Rodrigo Janot prestou depoimento à Polícia Federal, nesta segunda-feira (15/1), em investigação que trata das gravações entregues por delatores do grupo empresarial J&F, controlador da JBS, à Procuradoria-Geral República.

Ouvido em seu gabinete, em Brasília, Janot falou como testemunha por ter acompanhado todas as etapas da delação premiada envolvendo os empresários Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco e Assis e Silva. A investigação foi aberta no ano passado, depois que o então procurador-geral anunciou a rescisão do acordo por suspeita de que os envolvidos esconderam informações.

Janot foi ouvido nesta segunda pela PF.
Reprodução

Em setembro, Janot convocou jornalistas para anunciar “fatos gravíssimos”, envolvendo inclusive “agentes do Supremo Tribunal Federal”, e disse que pediria para a corte rever benefícios, pois tudo indicava quebra de confiança.

Como relatou a ConJur, as provas implicavam mais o próprio Janot do que o STF: em conversa gravada, Joesley e o lobista Ricardo Saud citam interesse em conseguir informações de ministros, mas também conversavam sobre como usar o ex-procurador da República Marcelo Miller para convencer o então PGR a aceitar a proposta de delação que eles pretendiam fazer.

“Nós dois temos que operar o Marcelo direitinho pra chegar no Janot”, diz Joesley, em um momento. Em outro trecho, depois de falar de conversas que teve com Miller, ainda como procurador, afirma: “Nós somos joia da coroa deles. O Marcelo já descobriu e já falou com o Janot: ‘Ô Janot, nós temos o pessoal que vai dar todas as provas que nós precisamos’. E ele já entendeu isso”.

A gravação deixa claro que já estava tudo pronto para a delação, mas que Joesley decidiu, após consultar Miller, esperar mais para entregar o material.

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, solicitou abertura de inquérito para não restar “qualquer sobra de dúvida sobre a dignidade do STF”. Em dezembro, a PF sugeriu que a investigação seja arquivada por falta de referências a crimes nas conversas gravadas. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2018, 19h16

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