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Questões de segurança

Cármen Lúcia recebe presidente do TRF-4 para falar sobre julgamento de Lula

A presidente do Supremo Tribunal Federal ministra Cármen Lúcia irá se reunir nesta segunda-feira (15/1) com o desembargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para falar sobre o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o dia 24 de janeiro.

Entre os temas que irá tratar, a presidente do STF pretende falar sobre questões de segurança no julgamento de Lula. 

Em pauta estão as questões de segurança para o dia do julgamento, que tem motivado uma série de alterações na corte. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região irá suspender os prazos processuais nos dias 23 e 24. 

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr (PSDB), pediu apoio da Força Nacional e do Exército, dizendo temer pela segurança da capital no dia do julgamento. Porém, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que a pasta não concordava com a ideia e que apenas o governador poderia pedir. 

Mudança de hábito
No dia 23, o TRF-4 funcionará das 8h às 12h. No dia 24, não haverá expediente, exceto para os servidores diretamente envolvidos com o julgamento.

A corte também prometeu que vai separar uma sala com telão para autoridades que forem à corte acompanhar o julgamento do ex-presidente Lula. O pedido foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), porque a sala de sessão será reservada somente para advogados e partes.

Pimenta liderou um grupo de deputados petistas das bancadas federal e estadual do RS que fez uma "visita de cortesia" ao TRF-4. O objetivo, segundo a nota de imprensa, era ‘‘oferecer cooperação’’ para que as manifestações do dia 24 ocorram de forma pacífica.

Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2018, 17h35

Comentários de leitores

8 comentários

Pra não dizer que não falei de Flores...

Renan BM (Outros)

Chegamos ao momento em que haverá o aguardado julgamento pelo TRF-4. Não bastasse o processo ster sido acelerado, passando na frente de outros tidos como "menos importantes", Lula será julgado pelo tribunal cujo presidente é aquele que fez questão de se manifestar previamente quanto ao juízo de primeiro grau, classificando a sentença como "irretocável". Causa estranheza a declaração do Sr. Thompson Flores sobre processo que sabia que poderia vir a estar sob sua jurisdição, mas quando se trata de Lula vale tudo, a opinião publicada não se manifesta e tudo vai ocorrendo à revelia da moralidade que tanto pregam os salvadores da pátria, com seus salários e benefícios pouco modestos.
O fato é que Lula será julgado por um tribunal parcial, como o juízo de primeira instância, que o condenou em um processo onde o máximo que se pode depreender é a dúvida. O que esperar para um ex-presidente operário, nordestino e sem diploma que se tornou respeitado mundialmente e bateu todos os recordes de aprovação dentro e fora do Brasil? Pois é, isso a Casa Grande jamais vai admitir, e infelizmente são a elite que detêm o poder e os meios de comunicação em massa, agindo por interesse ou mera alienação. Será que teremos um julgamento baseado nas provas e no devido processo legal ou um julgamento baseado em convicções pessoais e slides acusatórios? A saber....

Justiça

antonio gomes silva (Outro)

Tomara que a Justiça prevaleça. Não há dúvida de que a sentença é frágil e peca por não apresentar provas convincentes, irrefutáveis, de que os crimes pelos quais Lula foi condenado foram realmente cometidos. Pelo contrário, há mais convicções pessoais que provas cabais do cometimento do delito. Juristas de renome internacional, como Ferrajoli, Boaventura de Souza Santos, J. J. Canotilho, não escondem a preocupação com o desfecho do caso, que, para eles, representará a manutenção ou não do Estado Democrático de Direito no Brasil. Juristas nacionais, em sua grande maioria, refutam as teses expostas na sentença, como, por exemplo, o Dr. Marcelo Neves, autoridade insuspeita e reconhecido mundialmente. Enfim, eu, como cidadão, sou a favor de quaisquer investigações que tentem combater a corrupção, porém rechaço qualquer tipo de ativismo que fira as regras jurídicas, que atropelem o ordenamento estatal, que haja sistemática e seletivamente contra alvos preferidos. Fico com Rui Barbosa: "a pior ditadura é a do Judiciário, pois depois dele não temos a quem recorrer". Dia 24/01/2018: "Alea jacta est".

O ideólogo

Palpiteiro da web (Investigador)

Se o seu ídolo for condenado em 2 Instância, pode ficar tranquilo, o julgamento não será baseado na nacionalidade ou origem do réu, muito menos dos julgadores, mas sim na vasta lista de crimes cometidos pelo moluscone enquanto esteve à frente da Presidência deste país retrógrado.
A pena é consequência do crime e não da nacionalidade. Antes de vomitar neste espaço, use a cabeça para pensar, não para repetir discurso de papagaio de esquerda.

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