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Visita de deputados

Presidente do TRF-4 promete telão para autoridades verem julgamento de Lula

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região separou uma sala com telão para autoridades que forem à corte acompanhar o julgamento do ex-presidente Lula. A promessa foi feita pelo presidente do tribunal, desembargador Thompson Flores, nesta sexta-feira (12/1).

O pedido foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), porque a sala de sessão será reservada somente para advogados e partes. Pimenta liderou um grupo de deputados petistas das bancadas federal e estadual do RS que fez uma "visita de cortesia" ao TRF-4. O objetivo, segundo a nota de imprensa, era ‘‘oferecer cooperação’’ para que as manifestações do dia 24 ocorram de forma pacífica.

“Representamos aqui os 165 deputados do PT no país e estamos trabalhando para que tudo transcorra dentro das normas da Constituição Federal e das garantias individuais”, salientou o deputado federal Paulo Pimenta, líder da bancada do PT na Câmara Federal.

O presidente do TRF-4 agradeceu a visita institucional e a oferta de colaboração, enfatizando que todos os esforços devem ser feitos para assegurar a tranquilidade. “Os senhores representam parcela da sociedade como membros do Poder Legislativo. Aceitamos prontamente a colaboração para assegurarmos a segurança de todos os envolvidos no julgamento do dia 24 e, também, pedimos que divulguem a mensagem por manifestações pacíficas”, devolveu Thompson Flores.

Estiveram na reunião os deputados federais Marco Maia e Maria do Rosário; os deputados estaduais Edegar Pretto, presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; Stela Farias, líder da bancada estadual do PT no legislativo estadual; Tarcisio Zimmermann; e o advogado Ricardo Zamora. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

Revista Consultor Jurídico, 12 de janeiro de 2018, 19h16

Comentários de leitores

4 comentários

concordo

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Tem muita gente, de todos os lados, interessada na tal "transparência". Aliás, de tão "transparente", o cidadão em geral já nem sabe mais do que Lula é acusado.

Carta Abeta ao Poder Judiciário

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Chegamos ao ponto de onde não haverá mais retorno.A Operação Lava Jato fez uma revisão em todas as instituições desse País. A partir de agora, todo o cuidado é pouco se quisermos preservar o Estado Democrático de Direito. A crise econômica afetou a todos, exceto os funcionários públicos em geral e os magistrados em particular. Metade da população brasileira, mais de cem milões de pessoas, vive com um salário mínimo. E assiste, estarrecida, a uma magistratura regiamente paga protelar o andamento e o julgamento de processos por falta de empatia com o sofrimento dos cidadãos. A crise política afetou a todos, exceto a magistratura, que, em muitos casos, ganhou notoriedade e ganhou dinheiro com palestras sobre a crise política. A crise ética afetou a todos, exceto a magistratura, que não se digna a reduzir os próprios salários a patamares compatíveis com a realidade econômica do Brasil, com a redução das desigualdades sociais e com o exemplo de uma instituição justa, fraterna e solidária. Se os magistrados de hoje pensam que essa crise passará, estão certos. Se pensam que, depois que a crise passar, a magistratura será como sempre foi, estão errados. O Brasil está sob ataque interno e externo e quem não enxergar isso será abatido como um inseto. O que virá depois dessa crise ninguém pode prever. A única saída para manter a nossa democracia é colocar as joias da magistratura no penhor desta igualdade. Este é o ponto de onde não haverá retorno. Seguiremos pela estrada da escravidão ou pela estrada da liberdade ?

A espetacularização do judiciário

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

O aparente desejo de máxima transparência no julgamento de Lula, esconde o lado perverso de toda essa história. Nos últimos tempos, outra coisa não buscam alguns magistrados senão a espetacularização da própria justiça. A quem beneficia esse desserviço?

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