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Solidariedade de "colegas"

Promotor italiano que virou político compara ações de Moro às suas próprias

Mais famoso promotor do caso mãos limpas, na Itália, Antonio Di Pietro vê, no juiz Sergio Moro, um reflexo de si mesmo. Pietro afirma que seu "colega", o juiz da "lava jato" — declaradamente inspirada no caso italiano —, passa por um processo de deslegitimação, numa tentativa de desviar o foco dos esquemas de corrupção.

Após largar a promotoria, Di Pietro se lançou na política, tendo sido ministro duas vezes. WikiCommons

Em entrevista à revista ítalo-brasileira Communità Italiana, Di Pietro afirma que as acusações segundo as quais as operações têm cunho político foram o maior obstáculo das suas investigações. “É coisa de gente espertinha transformar em uma guerra entre bandidos o que na verdade é um desafio entre polícia e ladrão”, disse.

Vale lembrar que após a operação mãos limpas, Di Pietro foi um dos líderes da centro-esquerda italiana e se tornou ministro duas vezes, nos governos de Romano Prodi. Ele diz ainda que provavelmente irá se candidatar nas próximas eleições na Itália. 

O político diz que, assim como ele, Sergio Moro irá pagar pelo trabalho que está fazendo. Ignorando a diferença entre o papel de julgar e o de acusar, o promotor diz que o magistrado está “investigando políticos que ao invés de fazerem política, roubaram”.

“Comigo também, na Itália, com que frequência me jogaram na cara que a coisa está pior do que antes. E aí, o que deveríamos ter feito então? Era melhor deixar tudo como estava?”, pergunta retoricamente.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2018, 17h53

Comentários de leitores

3 comentários

Comparação perfeita. Ambos são acusadores!

Irineu MAcedo Júnior (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Quando um promotor orgulhosamente se compara, no modo de atuação, a um juiz, significa que ainda não sucumbimos totalmente ao discurso punitivista irracional. Há esperança! Fosse o contrário, o juiz, orgulhosamente comparando sua atuação a de um promotor, aí sim, estaríamos à beira do colapso jurídico total! Sorte que os juízes, talvez por uma política de boa vizinhança com o direito, ainda não são inquisidores convictos. Ou são? Só o que fazem é se jogar nos braços do povo, quando o clamor ignorante das massas clama pelo que chama de justiça, e dizer nas sentenças que o devido processo legal foi respeitado, apesar de se esquecerem um pouco da imparcialidade e inércia do juiz, que, afinal, são bobagens que os livros insistem em repetir!

iludido advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Você sabe e sabe muito mesmo que a politica de ajudar pobre não dá certo. Nunca deu. Dá sofrimentos. Você tem que escolher, ou fica com DEUS ou fica contra DEUS. vOCÊ sabe muito bem que os puliticos são instrumentos dos empresários no parlamento. Você sabe que o pulitico é fortíssimo pela sua quantidade e pela qualidade. É um emprego por herança. Um peso pesadíssimo no ócio e do consumismo. Observa bem o movimento parlamentar infiel á produção de qualquer coisa. Conte a quantidade e veja a força da insuportabilidade. SÓ DEUS! OU, LEIA ALGO SOBRE OS PRÍNCIPES (principes) DAS TREVAS e faça o comparativo e tire suas idéias. Devemos pois, espancar as razões da dúvida.

Ambos terão o mesmo destino

antonio gomes silva (Outro)

O promotor italiano e o juiz brasileiro terão o mesmo destino: ostracismo, má reputação, esquecimento. Não se pode brincar com as leis de um país. Não se pode brincar com a democracia. Não se pode, enfim, brincar com todo um povo, toda uma nação!

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