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Raridade eleitoral

Por sorteio, republicano ganha eleição para deputado estadual nos EUA

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Uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Virgínia, nos EUA, foi definida por sorteio nesta quinta-feira (4/1), depois que a eleição terminou empatada. O acontecimento é tão raro que fez a comissão eleitoral do estado pedir um pote emprestado ao Museu de Belas Artes da capital, especialmente para o evento. 

O sorteio foi transmitido ao vivo pela internet, quando os dois nomes foram escritos em papéis e colocados em recipientes distintos para filmes fotográficos. Ganhou o candidato republicano David Yancey, que havia perdido a eleição para a candidata democrata Shelly Simonds por um voto, na primeira contagem.

Sorteio foi acompanhado pela imprensa norte-americana e transmitido ao vivo.
Reprodução/cbsnews

A reviravolta ocorreu depois que o Partido Republicano pediu – e conseguiu – a recontagem dos votos. Foi quando se descobriu que uma das cédulas anuladas assinalava o nome dos dois candidatos, mas tinha um risco no nome da democrata. 

Um tribunal de Virgínia decidiu que o voto era válido para o rival republicano, e a eleição terminou empatada em 11.608 votos para cada lado. Assim, a comissão eleitoral decidiu que, observando a lei eleitoral do estado, a eleição seria decidida por sorteio.

O Partido Democrata ainda pode pedir uma segunda recontagem dos votos. Na prática, isso impediria que o vencedor desta quinta assuma a vaga em 10 de janeiro, quando a Assembleia Legislativa volta aos trabalhos. Só tomará posse se a recontagem confirmar o empate e, portanto, validar o sorteio.

Republicano David Yancey venceu a democrata Shelly Simonds; na primeira contagem, ela tinha um voto a mais.
davidyanceyfordelegate.com/ Acervo pessoal

Impacto da sorte
De qualquer forma, as consequências do resultado do sorteio para o Partido Democrata de Virgínia serão ruins. Uma vitória da democrata teria repartido as cadeiras da Câmara dos Deputados meio a meio: 50 cadeiras para cada partido.

Como uma delas continua pendente, os republicanos irão manter, de qualquer forma, sua atual maioria simples da Casa, com 50 assentos contra 49 dos democratas. Isso garante aos republicanos a escolha do presidente da Câmara dos Deputados, que será feita na primeira sessão da câmara em 10 de janeiro.

Se a segunda recontagem revelar que realmente houve um empate, o candidato republicano tomará posse. E seu partido passará a ter maioria de 51 votos a 49.

Esse foi um final inesperado para essa eleição especial de um distrito de Virgínia, porque o Partido Democrata vinha seguindo uma trilha vencedora. Nas eleições de novembro de 2016, tomou 15 cadeiras do Partido Republicano.

O novo cenário reduziu a maioria tranquila dos republicanos de 66 a 34 para 50 a 49. Uma vitória da candidata democrata nessa eleição especial iria acabar com um domínio dos republicanos da Câmara dos Deputados estadual de 18 anos.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2018, 17h22

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