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Problemas no cárcere

Rebelião em Goiás termina com 9 presos mortos, 14 feridos e 99 fugas

Assim como no ano passado, o primeiro dia de 2018 foi marcado por uma rebelião em presídio. Desta vez o conflito ocorreu em Goiás. Segundo a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) do estado, foram nove presos mortos e 14 feridos.

A rebelião aconteceu na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, cidade da região metropolitana da capital. O motim, segundo a Seap, começou quando presos que estavam na ala C invadiram os setores A, B e D.

Durante o confronto, os detentos incendiaram a unidade prisional. Por volta das 16h, o presídio foi retomado pelo Grupo de Operações Penitenciárias Especiais, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Todos os mortos tiveram seus corpos carbonizados e dois deles foram decapitados.

O Grupo de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar também trabalhou na contenção de fugas e na recaptura de foragidos. A Seap informou ainda que 106 presos fugiram no momento da rebelião, sendo que 29 foram recapturados e 127 deixaram o presídio durante a confusão, mas retornaram voluntariamente após o fim da rebelião.

“Eles preferiram sair da unidade por uma questão de sobrevivência; não com o intuito de fugir”, disse o superintendente executivo de Administração Penitenciária, Newton Nery de Castilho, ao explicar que os 99 presos considerados foragidos e os nove mortos ainda estão sendo identificados. Com informações da Agência Brasil.

*Notícia atualizada às 15h33 do dia 2/1/2018 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2018, 11h45

Comentários de leitores

3 comentários

Fora da marmelada pública!!

wilhmann (Advogado Assalariado - Criminal)

Condenados pela justiça urge serem aprisionados, a fim de se punir em "ultima ratio", já que, antes, o Estado, dizem, cumpriu com seus deveres de manter o individuo pareado às regras sociais. Pessoalmente não assimilo essa mentira enovelada pelos defensores da " lei e da ordem", haja vista que o estado, salvo alguns raros países pouco se importam com a dignidade humana, quer na saúde, quer educação ou segurança; portanto ele é coautor da mazelas que explodem na sociedade. O estado é, sim, responsável pela segurança da população carcerária porque o mesmo tem o monopólio de prender, consequentemente tem o dever de zelar pela integridade psico-motora do reclusos, sem desculpas. Não sendo assim, " jogue a toalha", com gesto de grandeza. Veja, que como se viu a população reclusa experimenta todas adversidade de verdadeiro inferno na terra: comida de asno, camas montadas sobre ripas, banheiros imundos, mas os governos, mormente o goiano, dizem, gasta milhões com show busines de sertanejos, pagodeiros, festa semanais em seu palácios.... O povo não pode cair no "conto de vigário" de políticos saltimbancos, hordas de ladrões, elegendo-os com seus votos suados. A razão deve manietar toda essa corja que aproveita da boa fé dos cidadãos, ao revés continuaremos ser reféns dessas tertúlias.

Rebeldes primitivos

O IDEÓLOGO (Outros)

Os próprios rebeldes primitivos criam o seu próprio inferno. Então, que suportem as consequências.

Prisões?

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Uma única vez concordei com o Ministro marco Aurellio, as nossas prisões são verdadeiras masmorras. Um número grande presos em espaço a ser controlado por apenas um ou dois agentes, condições insalubres, sem espaço para controle populacional, sem recreação, sem condições de higiene, território livre para todo tipo de prática de crime. Pequenas alas com no máximo 40 presos, isolados de outras áreas, com condições dignas, espaço próprio para um minimo de atividade física, atendimento médico, psicológico e apoio estatal para quando saíssem da prisão.

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