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Eleições à vista

Dissidentes formam chapa para concorrer à Presidência da OAB-SP

A eleição da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, que acontecerá neste ano, provocou um racha no atual comando. Alguns integrantes decidiram formar uma chapa dissidente, o que incomodou o atual presidente, Marcos da Costa.

A chapa será encabeçada por Ricardo Toledo e Caio Augusto, atuais tesoureiro e secretário-geral da OAB-SP, respectivamente. Para demonstrar apoio a eles, presidentes de 182 das 239 subseções da instituição publicaram uma nota defendendo renovação e alternância na Presidência da OAB-SP.

Ao jornal Folha de S.Paulo, Marcos da Costa afirmou que os dissidentes precisam renunciar aos cargos. Hoje, diz, as subseções da entidade no estado estão “alinhadas com sua gestão” e com seu empenho na defesa da classe.

Porém, a nota de apoio aos dissidentes diz que esse tipo de postura, de pedir a renúncia, tem afastado a atual Presidência das bases da advocacia e que ela não aceita dialogar sobre sucessão alternativa.

Leia a nota: 

“182 (do total de 239) Presidentes de Subseções da Ordem dos Advogados do Brasil, no Estado de São Paulo manifestaram — e reiteraram — por escrito seu apoio á proposta de renovação, transparência, descentralização e alternância na Presidência da OAB/SP nas eleições de Novembro próximo. Não aceitam reeleições sem fim na sua presidência secional.

Manifestam, por isso, integral apoio às forças renovadoras lideradas por RICARDO TOLEDO e CAIO AUGUSTO, a quem convocam para realizar essa tarefa democrática, ao tempo em que lamentam a postura da atual Presidência, que não aceita dialogar sobre sucessão alternativa, a ponto de sugerir renúncia de mandato aos que insistirem em hoje debater o tema sucessório, discussão esta que é da própria essência da Democracia. Tal postura a tem afastado (a Presidência) mais e mais, das bases da advocacia e, sobretudo, das lideranças representadas pelas autênticas lideranças das Subseções.

Possa haver, pois, liberdade de diálogo para que surjam novas lideranças!"

Revista Consultor Jurídico, 19 de fevereiro de 2018, 9h38

Comentários de leitores

5 comentários

Consenso, unanimidade e outras bobagens...

Rinaldo Araujo Carneiro - Advogado, São Paulo, Capital (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Menos foco na pessoa do Presidente, mais atenção ao que está sendo feito por ele e toda sua Diretoria.
O vastíssimo leque de assuntos a tratar, no comando de uma entidade gigante como é a OAB/SP, por si só ensejaria relevar alguns posicionamentos da direção que talvez não sejam do nosso agrado.
Todavia, na grande maioria dos temas minha percepção tem sido de uma atitude correta por parte dessa atual gestão. E ressalvo o tema da reeleição, por desconhecer o histórico.
A receita do sucesso ninguém sabe mas, a do fracasso é bastante conhecida : basta tentar agradar a todos...

Ah tá, me angana que eu gosto

Manente (Advogado Autônomo)

É nítido, claro, lógico e visível que se trata de uma jogada da situação! Oposição? Aonde? Quando? Papo furado! Balela! A oposição sim, é que deve se cuidar e se unir. Chega do continuísmo. Precisamos de renovação urgentemente! Chega da mesmice!
A referida matéria me fez lembrar um trecho de um samba do Reinaldo (Me Engana Que Eu Gosto)
"Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto"

Sei...

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Nas duas últimas eleições tivemos candidatos que, apesar de assumirem a defesa (legítima) de pessoas implicadas em casos de destaque (Mensalão e ex Presidente Lula/Petrolão), desejaram dirigir a OAB/SP.
Na última eleição uma candidata a vice, da chapa de Ricardo Sayeg, foi curiosamente impedida de disputar, e a vice passou a ser a sempre defensora do ex Presidente Lula.
Nota comum: em todas as eleições há grupos que se destinam pura e simplesmente dividir votos e tornar possível que o grupo dominante se eleito com a minora dos votos totais.
O grupo D´Urso/Marcos da Costa tem conseguido permanecer à frente da OAB/SP com pouco mais de 35% dos votos.
Receio de que os "dissidentes" estejam somente provocando cisão de votos. Mais estranho é a ampla maioria das subseções apoiá-los.
É necessário um segundo turno!

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