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Confiança nos delatores

Alexandre de Moraes autoriza abertura de inquérito contra Gilberto Kassab

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (2) a abertura de inquérito contra o ministro Gilberto Kassab, que comanda a pasta da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ele é acusado de ter recebido propinas de R$ 350 mil por mês para dar apoio político ao PT nas eleições de 2014.

Kassab já é alvo de outros inquéritos. A Procuradoria-Geral da República baseia-se em depoimentos dos delatores Wesley Batista e Ricardo Saud, executivos do grupo J&F. Eles afirmaram que o ex-prefeito de São Paulo recebeu dinheiro desde 2009. Os pagamentos, segundo os executivos, foram repassados pelo grupo por meio de doações oficiais em campanhas.

PGR pediu inquérito sobre compra de apoio político com base em delações da J&F; Gilberto Kassab nega as acusações.
Reprodução

O relator aceitou as diligências requeridas pela PGR: inquirição de Wesley e Saud para detalhar a dinâmica dos fatos narrados e apresentação de documentos que comprovem os fatos narrados. Moraes determinou ainda que se oficie ao investigado para que, caso tenha interesse, apresente explicações e informações suplementares.

Ambos os delatores foram presos no ano passado, junto com Joesley Batista, após a PGR acusá-los de esconder informações importantes na colaboração premiada. O acordo foi então declarado rescindido, mas só do lado dos benefícios concedidos aos executivos, sem atingir as provas apresentadas. 

Voz da defesa
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele declarou nesta sexta-feira, em nota, que “a apuração será uma oportunidade para demonstrar, de forma definitiva, a lisura de todos os seus atos”. Ainda segundo o texto, o ministro afirma ter “tranquilidade e confiança na Justiça”.

Pelo menos um inquérito contra ele já foi arquivado no Supremo. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Revista Consultor Jurídico, 2 de fevereiro de 2018, 21h40

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