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Omissão da OAB dá margem para mais violações de prerrogativas

Comentários de leitores

5 comentários

Não se preocupem

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Senhores advogados, não fiquem se preocupando com prerrogativas, honorários e ingresso em Fóruns.
Defendam a Constituição, lutem pelo Estado de Direito, porque o "Bolsomimo" não vai lhes dar "refresco".

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Excelente explanação

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Caro colega dr. José Luis Oliveira Lima, o qual conheci pessoalmente tempos atrás. Pessoa educada, equilibrada, ponderada, de bom senso.
.
Excelente explanação sobre, a meu ver, vergonhosa situação em que se encontra a OAB, quando o assunto é defender interesses dos advogados e se manifestar sobre os "solavancos" existentes na política brasileira.

O senhor disse o que sempre comento. As entidades de classe dos magistrados (ANAMATRA, AJUFE, AMB, dentre outras), são extremamente atuantes na defesa de seus associados e suas manifestações geram grande repercussão na mídia.

Já as notas expedidas pela OAB, parece mais um desagravo com medo de que alguém veja. Lamentável. Quem sabe agora, ao menos na OAB/SP, alguma coisa mude com a saída do dr. Marcos da Costa que, salvo engano, não me lembro de ter atuado em prol da advocacia paulista.

Pergunte para qq advogado o que aconteceu quando acionou a OAB para lhe proteger ou se manifestar sobre algum abuso perpetrado contra ele. Provavelmente ouvirá? A OAB nada fez...

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advogado sócio de escritório

J. Calasans (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Mais do que oportuno o comentário. De fato, não apenas em questões relacionadas às prerrogativas da categoria a OAB deve mostrar-se mais enérgica. A entidade precisa, também, posicionar-se com firmeza diante da postura - que não se modificou após a edição do novo CPC - de juízes e tribunais que persistem em desrespeitar as normas da legislação processual, atribuindo-se um poder - que não lhes cabe em um Estado de Direito - de "fazer a lei". E persiste, por exemplo, a "jurisprudência defensiva" do STJ, sobre o cabimento do recurso especial e do agravo contra a admissão desse recurso! E o que faz a Ordem dos Advogados, para garantir que o direito de defesa das partes seja respeitado?

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OAB

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Em 1964, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esteve ao lado dos militares e apoiou o fim de um governo eleito por mais de 90% da população brasileira, quando João Goulart foi expulso do Poder. Foram anos de ditadura e violência e uma luta renhida para que a democracia fosse instalada novamente.
Lembro que, o apoio maciço dos advogados ao "Ancien Regime Militaire" ocorreu pelo fato de a maioria dos referidos profissionais possuírem posições políticas e jurídicas reacionárias. As exceções são aqueles que, diretamente, lutaram contra o aludido regime, como o brilhante Raymundo Faoro. A grande maioria navegou as águas da mediocridade, pouco se preocupando com a situação política do país, em uma alienação que surpreenderia o próprio Antônio Gramsci e M. Robespierre e, igualmente, Carl Schmitt. Ou seja, os advogados permaneceram, para utilizar uma expressão popular "em cima do muro", restritos ao recebimento de honorários, relegando ao oblívio os interesses dos clientes e da própria Nação. Atualmente, sofrem com a restrição do Mercado Econômico, e enfrentam, cada vez mais, uma crise de identidade, na qual muitos se encontram na mesma situação dos operários do século XIX, realizando audiências por R$ 50,00 e tomando o café da manhã na própria sala da OAB.

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Perfeito diagnóstico

LunaLuchetta (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

A OAB perdeu a sua força pois se omitiu nos grandes temas; perdeu sua força para defender a Classe, como anotou com brilho Dr. Oliveira Lima, porque seus dirigentes só se preocuparam (e isso há muito tempo) com sua promoção pessoal. Isso é inconteste.
E a culpa é nossa, dos advogados, que não soubemos elegê-los, sem dúvida alguma.
Vejamos como se comportará aquele que assumirá a OAB sp em primeiro de janeiro.

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