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STJ afasta servidores suspeitos de fraude em concurso de 2015

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (19/12), uma operação que investiga a venda de provas do concurso do Superior Tribunal de Justiça, realizado em 2015, pelo Cespe-UnB. A iniciativa partiu da própria Corte após observar servidores considerados inaptos. 

Em maio de 2016, a equipe da Secretaria de Gestão de Pessoas identificou suspeitas de fraude no Concurso STJ 2015 especificamente para o cargo de técnico administrativo. Na ocasião, 39.592 pessoas disputaram 15 vagas. Para este cargo foram convocados 167 candidatos até 21/12/2017, quando o concurso perdeu a validade.

Agora, os servidores serão  afastados para que o inquérito prossiga sem prejuízo.

“A iniciativa partiu do próprio STJ para o caso. Envolve dez funcionários, que foram primeiros aprovados do concurso. Eram considerados funcionários fracos pelas respectivas supervisões”, disse o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha.

Segundo Noronha, a atuação dos servidores não era compatível com a classificação deles, e por isso foi pedida a investigação. “Não existe fraude no STJ. O levantamento mostrou ainda que não houve comprometimento do concurso. Só essas 10 pessoas estão sendo investigadas. Não é necessário prisão, apenas busca e apreensão”, explicou o ministro.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2018, 9h43

Comentários de leitores

1 comentário

Delação premiada!

J. Henrique (Funcionário público)

Parabéns aos gestores do STJ! Falta o proporem delação premiada para que entreguem as pessoa que tiveram acesso às provas.

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