Consultor Jurídico

Notícias

Acervo do Supremo

Toffoli divulga balanço de três meses de sua gestão

Por  e 

Em quatro meses, o Supremo Tribunal Federal julgou 52% de um acervo de 38,5 mil processos. Desses, 168 processos foram julgados pelo plenário entre setembro e dezembro deste ano, o que equivale a sete por dia.

Toffoli fez um balanço dos três meses de gestão na Presidência do Supremo, em anúncio a jornalistas, durante evento em Brasília promovido por associações de magistrados.

No total, 15.219 recursos extraordinários com agravos, 4.336 Habeas Corpus, 49 ações penais, 2.236 ações de controle concentrado, 176 inquéritos, 7.435 recursos extraordinários e 1.107 processos estão na pauta do plenário.

Ainda de acordo com o presidente da Corte Suprema, foram realizadas 38 sessões, sendo 24 ordinárias no plenário, 12 no plenário virtual e duas solenes. Além disso, 4,9 mil acórdãos foram publicados

“O trabalho enorme que a Presidência e os gabinetes desempenham para atuar na demanda e que é, sem dúvida, a Suprema Corte que mais decide, mais julga e analisa processo”, disse Toffoli.

Toffoli afirmou ainda que a Corte tem Investindo em recursos humanos, na área de pesquisas e projetos em andamento. “Temos tido o apoio das associações e atuando com transparência, eficiência e responsabilidade com a gestão. Não só a gestão, com com a jurisdição”, afirmou Toffoli.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2018, 9h28

Comentários de leitores

2 comentários

Assino embaixo

S.Bernardelli (Funcionário público)

Concordo com o comentário do juiz acima e assino embaixo

Ana Gabriela Pompeu Coelho: a arte de não misturar as coisas

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

As simpáticas resenhistas do ConJur prepararam um texto que também é uma armadilha. Elas transcreveram informações de Toffoli completamente enganosas, pois dão conta de uma atividade jurisdicional febril e muito produtiva, de tal modo que o STF chegaria mesmo a ultrapassar o que o país espera dele.
Não se sabe se as repórteres viraram "toffoletes", termo cunhado desde a posse de Toffoli pela imprensa que cobriu o episódio, marcado pelo assédio intenso, na festa de comemoração, em que a maior inspiração era etílica, permitindo ao 'mais jovem presidente da história' arremeter um coro desafinado do fundo musical, matando mais uma vez o grande cantor e compositor Renato Russo.
Na verdade, os "feitos" de Toffoli em três meses são estes: (1) nomeação de um general para assessor (reiterado pela sua substituição por outro, quando o primeiro teve de sair), embora ninguém na comunidade jurídica saiba para que serve essa alta patente no Supremo; (2) declaração de que o golpe militar de 1964 deve ser reconhecido pelo eufemismo de 'movimento', pois na verdade não golpeou instituições, na infringiu a ordem jurídica, não cassou mandatos, etc, muitos etc; (3) propôs a castração dos juízes, alegando que eles têm de ser eunucos, não podem mover-se de acordo com a vontade, pois esta seria incompatível com a ordem jurídica estabelecida no sistema legal; (4) negociação de bastidor com o presidente Temer para substituir o auxílio moradia pelo reajuste aos ministros, com tamanha falta de transparência que o jornalista Ricardo Boechat chamou a isso de operação digna de uma organização criminosa.
Essas não são as únicas 'façanhas do trimestre" que chega ao fim. A 'novela' de Toffoli promete mais emoções. Ele até já pautou para abril a revisão da prisão após a 2ª instância.

Comentários encerrados em 26/12/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.