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Por que nas eleições deste ano o Direito perdeu para as fake news

Comentários de leitores

5 comentários

Concorrência externa.

Voldyriov (Outros - Trabalhista)

Por muito tempo o pacotão eleitoral foi restrito ao mercado interno... só agora com a quebra das mídias convencionais e a fraqueza das agências de publicidade brasileiras em impingir apelidos/condutas em adversários (é vampiro, picolé de chuchu, alusões ao uso de entorpecentes, daí para baixo), só agora, enfim, existe "fake news", apesar do serviço de classificação em pesquisas e "fan pages" existirem desde o orkut.

Que liberdade de expressão é essa a nossa em que somos obrigados a dourar a pílula sem dar nome aos bois. Este ranço quase ditatorial de quem viu a boiada passar e se espalhar diminui muito o mínimo de integridade que poderia esperar em alguns artigos aqui

Nada mais que o retrato da sociedade

Ade Vogado (Advogado Autônomo - Tributária)

Temos uma sociedade que prestigia a fonte simples de notícia, o comodismo, as notícias dos amigos, redes sociais (somos um dos que mais usam no mundo), etc...
As fake news vieram para ficar porque nossa sociedade é perfeita para se disseminar. Uma sociedade que não tem costume de buscar informações em fontes variadas ou que define informações que não gostam como fake news. A verdade? A verdade aqui é aquela que convém e partir daí se toma uma atitude. Verdade não é mais verdade, é conveniência.
Tal qual o pai que vê o filho machucado ao brincar, toma as dores e resolve bater no menino que estava brincando junto, por que? Porque a verdade é que seu filho jamais seria capaz de ser atrapalhado e cair sozinho, logo, a verdade é que alguém bateu nele. :) Essa é a verdade que convém.

Essa coluna é lastimavel

Thiago Bandeira (Funcionário público)

Toda semana uma tendência autoritária defendida com linguagem pomposa.

Boa

Johannes de silentio (Estudante de Direito)

Del Negri é excelente!

Orwellianas

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

MAQUIAVEL [Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, 1469-1527]- apontou sem tergiversação a envergadura moral dos príncipes e dos políticos no trato com o povo – quase todos eles estavam dispostos a disfarçar a realidade. Aí a arte da política transformou-se em arte da dissimulação. Nas pequenas praças políticas, porém era mais difícil. A Ágora ateniense, o Foro Romano, as pequenas cidades em geral – em que a política era feita frente a frente, cara a cara, diante de uma realidade imediatamente perceptível por todos. Quando atuava como uma pessoa [persona – máscara, que os atores usavam] frente a outras – dissimulava e formava parte da arte política.
Pero, em nosso glorioso século temos a Internet – configurada numa fantástica e imensa Ágora e aí está o desespero dos defensores da liberdade de pensamento, no sentido orwelliano, é claro ...
Contudo, parece que é o poder midiático – numa reconfiguração goebbeliana sem precedentes é que tem manipulado e falseado a verdade mediante soma de mentira ou falsidades múltiplas, o que aliado à intensa propaganda midiática – pode trazer consequências nefastas à democracia.

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