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Garantias para alguns

Favela não é considerada ambiente privado no Brasil, diz delegado do Rio

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Comentários de leitores

4 comentários

Foi dificil de ler

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

foi difícil de ler tamanha bobagem: "Na favela é pé na porta e materialidade" poderia até argumentar que só se for no RJ, mas conheço muita gente boa lá, que não age dessa forma, tão pouco compartilha desse conceito. Mais provável participar do lobby que tenta de qualquer forma legalizar as drogas e, caso o ilustre articulista não se recorde, houve matricídio na Europa e crises de loucura causadas por heroína e cocaína por isso a droga foi proibida.

O IDEÓLOGO (Outros) deve estar de brincadeira!

Gabriel Quireza (Servidor)

Racismo que os italianos trouxeram pro Brasil?
Como assim, tendo em vista que a maioria dos italianos chegou aqui após a abolição da escravidão?
Antes tinha escravidão, mas não racismo? rs

PM também tem família Dr.Delegado

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Esse discurso garantista monocular de alguns delegados (que querem ser juízes de instrução calça-curta) é piada pronta (e de mau gosto). O policial, civil ou militar, que sobe uma favela e troca tiros com bandidos não pode mesmo ser processado se vier a matar um marginal em legítima defesa. Certo está o MP em promover o arquivamento do IP em tais casos. O resto é conversa fiada de quem quer ocupar a cadeira do promotor e controlar a atividade policial da PM...Mas não se esqueçam: PM também tem família!

Basta ser negro

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Diz o servidor público: "O morador de favela vive em um espaço público e por isso não tem as garantias constitucionais que protegem o ambiente privado da força do Estado. A avaliação é do delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro Orlando Zaconi, que debateu a política nacional de combates às drogas e reformas na lei especial de drogas, em um evento na sexta-feira (7/12) promovido pela Escola de Magistrados do TRF-3 em São Paulo.
Zaconi citou sua experiência pessoal de mais de quinze anos atuando em circunscrições diferentes da capital fluminense. “O primeiro processo seletivo que temos é o local onde o tráfico acontece. Delegacias da zona sul quase não tem ocorrências de tráfico. No espaço privado a polícia precisa ter investigação, um inquérito qualificado, um mandado. Na favela é pé na porta e materialidade. A favela é considerada espaço público no Brasil. Temos o mandado de busca coletivo! Um garoto na favela que é encontrado com droga se não tiver como comprovar renda é traficante. Há vidas que não são dignas de proteção para o nosso sistema. Um jovem negro na favela é um traficante de drogas.”
A favela, em seu conjunto, é a expressão da ocupação do espaço público por miseráveis. Mas a habitação, ainda que precária, dentro da favela, não é espaço público. É local privado.
O Delegado procurou vitimizar o sujeito pela cor da pele. Ora, se fosse um jovem branco com droga, não seria traficante, mas consumidor, ainda que, portasse, por exemplo, cinco quilogramas de cocaína.
Descendente de italianos, o ilustre Delegado, não hesita em expor o racismo que os seus antepassados trouxeram para o Brasil.

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