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Dezesseis inocentados

Júri absolve acusados de assassinato 22 anos depois do crime

Dezesseis pessoas foram absolvidas, na última quarta-feira (4/12), de um assassinato ocorrido em junho de 1996 na antiga Casa de Prisão Provisória de Palmas (TO). O caso era o mais antigo da comarca e o julgamento durou 48 horas.

Inicialmente, 24 pessoas foram acusadas de invadir a unidade prisional e matar um homem suspeito de ter matado um taxista, na cidade de Porto Nacional. O crime prescreveu para três acusados e outros cinco morreram antes do julgamento.

A maioria dos acusados têm atualmente entre 48 e 68 anos, e atuavam como taxistas na época do crime. O Tribunal do Júri entendeu que os acusados não participaram do crime. Muitas delas foram relacionadas como suspeitas apenas por estarem na manifestação ou por serem taxistas. A sessão de julgamento foi feita pelo juiz Gil Correia.

Atuaram na defesa dos acusados os defensores públicos Rubismark Saraiva, Letícia Amorim, Danilo Frasseto e Sandro Ferreira. O advogado Leonardo Sousa Almeida defendeu um dos 16 acusados.

Segundo o defensor Rubismark Saraiva "essas pessoas agora estão livres de fato, pois um fardo que carregaram por 22 anos é retirado de suas costas. Acusadas de um crime que não cometeram, suportaram a carga processual, e a espada da ameaça de uma prisão injusta".

"Essa absolvição é uma libertação dessas 16 pessoas, e também uma homenagem aos que morreram durante esses 22 anos, infelizmente com a pecha de acusados de homicídio. São agora remidos pela absolvição popular”, afirmou o defensor.

Histórico do caso
Um taxista de Porto Nacional foi assassinado em 1996 em um caso envolvendo latrocínio. Um homem, que confessou o crime, e também outros casos de latrocínio em Goiânia, foi preso.

O homem foi levado à Casa de Prisão Provisória de Palmas. Várias pessoas foram até o local onde ele estava preso e fizeram um protesto pela morte do taxista.

De acordo com as testemunhas ouvidas no processo, mais de 100 pessoas estavam presentes na manifestação, que, em algum momento, resultou na invasão ao presídio, quando o suspeito pelo assassinato do taxista foi agredido e morto. Com informações da Assessoria de Imprensa da DPE-TO.

Revista Consultor Jurídico, 8 de dezembro de 2018, 16h12

Comentários de leitores

1 comentário

Injustiça

O IDEÓLOGO (Outros)

A justiça é sempre feita para os vivos. E o meliante que foi trucidado pela "turba ensandecida pelo ódio"? Não passou de vítima do sistema. A corporação dos taxistas é unida e faz prevalecer os seus interesses mesquinhos contra a sociedade.
Um grave problema de comportamento e cultural, é que o latino e católico não tem a propensão a aplicação de justiça dos anglo-saxões protestantes. Tanto os "seriais killers" como as suas vítimas, comuns nos países de língua inglesa, constituem preocupações do Estado, o que não ocorre nos países asiáticos, africanos e latinos.

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