Opinião

As eleições da seccional paulista da OAB: por uma nova Ordem

Autor

  • Antonio Ruiz Filho

    é advogado criminalista e presidente da Comissão de Defesa da Democracia e de Prerrogativas da Federação Nacional dos Advogados (FeNAdv). Foi presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) e diretor da Secional paulista da OAB e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

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4 de dezembro de 2018, 15h11

Inicio estas breves considerações cumprimentando a chapa vencedora nas eleições para a OAB de São Paulo, e que agora, encabeçada por Caio Augusto, terá a honrosa tarefa de representar a advocacia paulista pelo próximo triênio.

Mas, se a tônica dessa campanha foi a necessidade de renovação, ela, de fato, ainda não ocorreu completamente. A par disso, torcemos para que a próxima gestão seja vitoriosa em benefício da profissão, da combalida OAB-SP e da sociedade, carente do nosso protagonismo institucional.

Quanto a nós, não violamos nossas ideias e condutas para alcançar maior apelo eleitoral. Desde o início, cumprimos as etapas necessárias para dar coerência aos nossos ideais.

A plataforma que criamos para o movimento "Por uma nova Ordem SP" foi capaz de estabelecer um ambiente para a apresentação de temas que precisam estar na agenda da OAB paulista, assim estimulando o debate. E, desta vez, diferentemente do pleito anterior, houve uma ampla exposição de propostas, algumas destoantes, é verdade, originadas da falta de conhecimento da OAB-SP.

A chapa 15 reuniu um grupo de profissionais qualificados, experientes e capazes de enfrentar e resolver os problemas que puderam ser vislumbrados no horizonte da instituição, assim imprimindo coerência ao nosso discurso. Mas, na era da massificação, qualidade não supõe necessariamente o sucesso, especialmente eleitoral. E isto não nos surpreende. Entramos na disputa com a gana de vencer e trabalhamos duro mirando esse objetivo, contudo, desde o início, nunca estivemos iludidos quanto às dificuldades eleitorais que teríamos ao fazer o que consideramos mais certo.

Não vamos torcer contra a nova administração apesar da nossa visão crítica, absolutamente, porque não é da nossa índole e nem seria salutar ou adequado.  De outro lado, não vamos esmorecer.

Conseguimos no nosso grupo convergência de ideias e, para além disso, também de ideais. De modo algum perderemos o trabalho realizado, a articulação alcançada, nem deixaremos de lutar por nossas crenças.

Vamos manter o movimento "Por uma nova Ordem SP" vivo e atuante. Assim, desde agora, convido os nossos 11 mil eleitores para seguirmos nessa caminhada, vigilantes e prontos para agir, sempre que a nossa colaboração puder influir para o aperfeiçoamento da advocacia e da própria OAB.

Sentimo-nos satisfeitos porque, juntos, realizamos um trabalho digno, que defendeu valores e pugnou pelo que nos pareceu ser mais justo e coerente.

Obrigado aos milhares de colegas que compartilharam os nossos anseios. Recebam todos o meu profundo agradecimento! Até breve.

Autores

  • é advogado criminalista, ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). Foi conselheiro da seccional paulista da OAB e presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas. Também foi diretor adjunto do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) por duas gestões.

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