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Corrupção no Judiciário

West Virginia inicia impeachment de todos os ministros do tribunal superior do estado

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O Comitê Judiciário de West Virginia, nos EUA, aprovou a instauração de processo de impeachment contra quatro dos cinco ministros do tribunal superior do estado, com base em 14 acusações de corrupção. O quinto ministro escapou do processo porque se aposentou antes do início dos procedimentos. Mas será processado porque, em um acordo com a Promotoria, se declarou culpado de fraude.

O estado poderá ficar sem nenhum ministro, até que seus substitutos sejam eleitos e tomem posse. Isso poderá ocorrer nas eleições gerais de novembro deste ano, se houver tempo. De outra forma, as eleições dos ministros ocorrerão concomitantemente com as eleições gerais de 2020, e o governador poderá nomear ministros para um mandato-tampão.

As acusações formais, chamadas de “artigos de impeachment”, são de improbidade administrativa, corrupção, incompetência, inobservância do dever e certos crimes peculiares de autoridades. O ministro Allen Loughry foi incluído em oito artigos; a presidente do tribunal, ministra Margaret Workman, e o ministro Robin Davis, em quatro artigos; e a ministra Beth Walker, em dois artigos.

O ministro Menis Ketchum renunciou ao cargo no mês passado, ao ser investigado por uso pessoal de veículos oficiais e cartões de combustível. Os demais ministros enfrentam, entre outras acusações, o que foi considerado um “escândalo”: o gasto de US$ 3,2 milhões (do dinheiro dos contribuintes) em renovações de seus gabinetes.

O ministro Allen Loughry, que foi enquadrado em oito artigos, também foi acusado de levar para casa uma escrivaninha antiga de US$ 42 mil e um sofá de couro de camurça de US$ 32 mil. Outras acusações se referem a computadores da corte levados para casa e o pagamento de fotos pessoais, documentos e obras de artes com dinheiro público.

Loughry, que também foi acusado de mentir para autoridades federais, legisladores e imprensa, além de coação de testemunha e obstrução da justiça, escreveu um livro em 2006 sobre a corrupção na política, segundo os jornais Charleston Gazette-Mail, The Hill e Miami Herald.




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2018, 10h27

Comentários de leitores

2 comentários

Por aqui dificuldade de combater a corrupção,pois sistêmica

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Bem, tudo indica que a lei por lá funciona com certo rigor (enjaulamento e ressarcimento ao erário).
É até hilário os motivos que foram afastados os juízes daquela Corte (uso pessoal de veículos oficiais e cartões combustíveis).
Outros renunciaram por se envergonhar do escândalo de valores subtraídos ou gastos excessivos.
Por aqui nem a pena de morte seria suficiente a inibir tais práticas.
Não ha demonstração e interesse do estado/institucional de combater efetivamente a corrupção, que é endêmica e sistêmica.
A endêmica pela conscientização do povo e educação adequada das nossas crianças e jovens. Já a sistêmica a pena de morte (retorno à idade média por um período) e perda dos bens, com alguns exemplos, seria o início para mudanças.

Lá como aqui

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Os USA não é aquele mar de legalidades, de gente honesta e proba, de autoridades respeitáveis.
O comportamento do incorruptível revolucionário francês,"Maximilien Robespierre", não é utilizado como modelo por muitas autoridades.

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