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"Nova Ordem"

Advogados de SP lançam movimento para aproximar a classe da OAB

Um grupo de advogados paulistas lançou, nesta quinta-feira (9/8), um movimento visa a reaproximação dos advogados com a OAB. Para isso, o Movimento "Por uma nova Ordem SP" propõe que a classe pare de fazer "vista grossa às inúmeras mazelas do Poder Judiciário, que dificultam o exercício da Advocacia e o acesso à Justiça". 

Segundo o grupo, que já conta mais de 200 participantes, o advogado está sendo afastado de suas atividades profissionais na prestação jurisdicional. À frente do movimento está o advogado criminalista Antonio Ruiz Filho.   

No site do movimento, o grupo também afirma que deverá pugnar por iniciativas visando ao real fortalecimento da Advocacia", além de enfrentar as dificuldades da classe atualmente.

Veja aqui alguns membros do movimento.

Revista Consultor Jurídico, 9 de agosto de 2018, 20h55

Comentários de leitores

10 comentários

De fato

Silva Cidadão (Outros)

Os advogados que se acham prejudicados no exercício de suas funções, por não terem o acesso pleno a justiça, como gostariam, não é razoável aportarem-se na OAB para materializarem suas pretensões, basta somente engrossar aquela fila de privilegiados que entram e saem, a qualquer hora, dos gabinetes dos ministros nas cortes superiores.

Discrepância detected!

Luiz.Fernando (Advogado Autônomo - Consumidor)

Deixe-me ver se entendi: O Movimento propõe que a classe pare de fazer "vista grossa às inúmeras mazelas do Poder Judiciário, que dificultam o exercício da Advocacia e o acesso à Justiça".

E justifica isso porque, "segundo o grupo... o advogado está sendo afastado de suas atividades profissionais na prestação jurisdicional".

Resumo: a classe está sendo afastada das atividades jurisdicionais e não pode fazer vista grossa às inúmeras mazelas.

Movimento começou bem. Proposta Fantástica.
Sucesso aos engajadores...

A perda da importância social do advogado

O IDEÓLOGO (Outros)

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QUESTÃO DE CLASSE
"Advocacia se proletarizou e não é mais o celeiro das elites políticas"
4 de agosto de 2018, 8h00
Por Pedro Canário
No livro A Política como Vocação, o sociólogo alemão Max Weber afirma que a advocacia é uma profissão intimamente ligada à política. Quem tem talento para um normalmente tem para outro, e por isso tanto membros das elites intelectuais e políticas são advogados.
Só que o livro é a reprodução de uma conferência feita pelo sociólogo em 1919 e se referia a outra realidade. Naquele tempo, o Brasil era a República Velha e se consolidava como “república dos bacharéis”. Cem anos depois, o cenário mudou um pouco: a advocacia tornou-se uma profissão de classe média baixa, cujos integrantes estão mais preocupados em entrar no mercado de trabalho do que em estudar e contribuir com a vida pública do país.
É o que afirma o sociólogo e cientista político brasileiro Bolívar Lamounier no livro eletrônico O Império da Lei, publicado em 2016. Nele, Bolívar fez um levantamento estatístico sobre quem são e como pensam os advogados brasileiros. Num universo de quase um milhão de profissionais, entrevistou 1.050 deles para chegar a um levantamento qualitativo.
Descobriu, por exemplo, que, ao contrário do que dita a imagem que o senso comum tem da advocacia, a imensa maioria dos profissionais ganha até R$ 12 mil por mês e não continua estudando depois que consegue a carteira da OAB. Ficou claro também, segundo Bolívar, que os advogados não se sentem nem representam uma categoria coesa. “É mais um caleidoscópio de opiniões”, diz o pesquisador.
O quadro é típico, segundo ele, da classe social a que a maioria dos advogados pertence. Mas isso não deixa de surpreendê-lo".

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