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Ataques genéricos

Acusações de Garotinho sobre Judiciário são "tudo mentira", diz Zveiter

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Para o desembargador Luiz Zveiter, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PRB) mente e não tem provas das acusações que faz. 

Para desembargador Luiz Zveiter, declarações de Garotinho atingem instituições sérias, como TJ-RJ e MP-RJ.

Em entrevista à ConJur, Garotinho afirmou que o Conselho Nacional de Justiça deve promover uma "intervenção" na Justiça do Rio porque ela está contaminada por "certos elementos”. Segundo o político, o Judiciário e o Ministério Público do estado estão "mancomunados com o grupo do ex-governador Sérgio Cabral (MDB)". Garotinho diz que só começou a ser acusado depois que "denunciou" ligações entre Cabral e integrantes do Judiciário e do MP-RJ.

Zveiter, segundo Garotinho, seria o líder da perseguição. Mas, segundo o desembargador, o ex-governador “é uma pessoa que afirma mentiras e não prova nada”. “Quando se acusa alguém de algo, tem que ter provas. Esse senhor vive de factoides. Ele joga acusações no ar. Nada objetivo. Se alguém fez algo, tem que responder por isso. Mas é preciso ter provas”, declarou Zveiter à ConJur.

Para demonstrar que o político não fala a verdade, o magistrado citou que, há pouco, o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, arquivou representação em que Garotinho alegava sofrer perseguição de Zveiter.

Como as imputações de Garotinho são “tudo mentira”, o ex-presidente do TJ-RJ já moveu diversas ações criminais e cíveis contra ele, sua mulher, Rosinha Garotinho, e a filha deles, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ).

Além disso, Luiz Zveiter criticou os ataques genéricos do ex-governador ao TJ-RJ e ao MP-RJ. “Ele tem que apontar nomes. Dessa forma, está agredindo as instituições e atingindo pessoas sérias.”

Procurada pela ConJur, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro informou que não iria comentar as afirmações de Garotinho “por se tratar de declarações sobre decisões judiciais”.

Por sua vez, o TJ-RJ afirmou que "não comenta rumores" e destacou que Garotinho é parte em ações de calúnia, injúria e difamação pendentes de julgamento.

Sob o argumento de que Garotinho não possui cargo público e, portanto, não está na esfera de atribuição do procurador-geral de Justiça, o chefe do MP-RJ, Eduardo Gussem, não quis se manifestar.

Já os promotores Gláucia Santana e Leandro Manhães optaram por não comentar a entrevista do ex-governador.

*Texto atualizado às 18h32 do dia 7/8/2018 para acréscimo de informações. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 6 de agosto de 2018, 19h40

Comentários de leitores

4 comentários

Garotinho & Garotinha

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Não merecem resposta pública do TJ-RJ e MP-RJ.
Merecem sim as penas da lei com todo rigor.
Paradoxal Sérgio Cabral e Adriana Anselmo estarem condenados e presos, respondendo a outros processos e essa excrecência ficar servindo-se do TJ para ganhar atenção e mídia. Pobre Estado do Rio: Cabral, Pezão, Crivella, Garotinho, Garotinha e breve Romário com Miro Teixeira, cria de Chagas Freitas.

Faltou dizer ...

Barchilón, R H (Advogado Autônomo - Civil)

Vem ae ... Tropa de Elite 3.0
Não percam !!!

Roupa suja

Euclides de Oliveira Pinto Neto (Outros - Tributária)

A estratégia do Garotinho é chamar a atenção para as acusações e condenações que sofreu e ainda estão aguardando apreciação de recursos, a mesma técnica adotada em outras "operações" midiáticas. O povo brasileiro acredita sinceramente que os membros do judiciário jamais se prestariam para realizar tais procedimentos, em virtude do elevado grau de respeito às instituições e ilibada conduta ético-profissional dos mesmos, inclusive na escolha de seus membros, não é mesmo ? Tais desavenças políticas devem ser resolvidas através de conversações de alto nível, para evitar que a imagem dos membros do legislativo e do judiciário possam ficar maculadas sob suspeitas de maracutaias ou acertos no relacionamento político-institucional, fora dos padrões de conduta ética e moral exigidos pela função exercida.

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