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Posicionamento reforçado

Nova presidente do TRT-2 fala em união contra "inimigos" da Justiça do Trabalho

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A nova presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), Rilma Aparecida Hemetério, afirmou logo após ser eleita, nesta quarta-feira (1º/8), que “nós não deixaremos de existir pura e simplesmente” porque dizem que a Justiça do Trabalho acabou. A declaração vem menos de uma semana depois de advogados e magistrados no Rio de Janeiro se reunirem para rebater críticas feitas por deputados e a ideia de que a Justiça do Trabalho deve se fundir à Federal.

Apesar de, no início, dizer que sua administração seria “democrática”, num “tribunal de portas abertas”, Rilma mudou o tom ao afirmar que advogados, Ministério Público e magistrados precisam se unir, “porque inimigos nós já temos, e muitos”.

Assim como seu antecessor, o desembargador Wilson Fernandes, ela assumirá a Presidência com o desafio de enfrentar cortes de verbas e poucos recursos, enquanto tenta valorizar a Justiça do Trabalho e unir operadores contra problemas e ameaças externas.

“Nós não podemos caminhar pensando cada um no seu próprio problema. Nós estamos no mesmo barco e, se este barco sucumbir, nós também estaremos dentro dele. Nós precisamos encontrar nossos próprios caminhos”, afirmou.

A desembargadora ainda falou da história da Justiça do Trabalho e de sua trajetória dentro do tribunal, onde ingressou por concurso público em 1981 — no entanto, era funcionária da corte desde 1976.

Esta não é a primeira vez que uma mulher comandará o TRT-2, mas Rilma é a primeira mulher negra a ocupar o cargo, algo que ela mesma ressalta, dedicando a vitória às mulheres e aos antepassados.

Carlos de Azevedo Senna é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de agosto de 2018, 11h40

Comentários de leitores

4 comentários

A força do Direito termina onde começa o Direito da força

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

a força física, a força das armas, a força política, tudo está envolvido. A diferença é a finalidade. Em princípio, não sou a favor de qualquer política no Judiciário, seja nos gabinetes, seja nos plenários, seja na mídia, onde quer que seja. No entanto, se a política ou a politização de questões judiciais invadirem o Judiciário, deve-se lutar com as mesmas armas para estabelecer o Direito. É claro que a questão fundamental é sempre a mesma, estar do lado certo da "FORÇA".

Doutora rejane guimarães amarante

O IDEÓLOGO (Outros)

A função dos juízes não é fazer política. O é isso, pressão contra a aprovação da Reforma Trabalhista? Juiz fazendo política?
Doutora Rejane, a senhora é a favor de política de gabinete pelos Juízes?

Tremendamente ideológica e tendenciosa.

daniel keslly (Contabilista)

matérias como esta tem público certo, tanto que profissionalmente foi feita. (por um repórter da Conjur) Não se trata de informacão, mas de ideologia escancarada infelizmente.

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